Da Redação
"Já começamos a tirar do papel. Estamos estruturando um centro para atendimento especializado, o que ajudará a desafogar as unidades de saúde e reduzir os custos com liminares judiciais”, asseverou a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).
A pontuação ocorreu em "audiência pública que discutiu a construção de um Projeto de Lei Participativo voltado à criação de políticas públicas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodesenvolvimento".
A gestão evidencia:
A iniciativa é da vereadora Lucélia Oliveira e contou com a presença da prefeita Flávia Moretti (PL), pais, mães atípicas, profissionais da saúde, educação, advocacia e representantes da sociedade civil.
Na abertura da audiência, a vereadora Lucélia destacou a urgência de políticas públicas efetivas e afirmou: "Queremos ir além do autismo. Queremos chegar às famílias. A inclusão não é um valor, é um direito. Falta informação, falta saber onde buscar ajuda. Essa é uma jornada de aceitação, e convido todos a tirarmos esse projeto de lei do papel. Precisamos de capacitação e inclusão. Contem comigo e com a prefeita, que participa pela segunda vez de uma audiência solicitada por mim. A presença dela aqui é fundamental para mudarmos a realidade das pessoas autistas e de suas famílias”.
A prefeita Flávia Moretti reforçou, novamente, que assumiu publicamente a causa e anunciou avanços concretos: "Parabéns pela propositura, vereadora Lucélia. Cumprimento todas as mães e pais atípicos aqui presentes, sintam-se abraçados por mim. Assumi essa bandeira com seriedade. Iniciamos o primeiro levantamento real da população autista e neurodivergentes de Várzea Grande. Precisamos saber quem são e quantos são, para então planejar e executar políticas públicas eficazes".
A prefeita ainda anunciou a construção da futura Casa do Autista, um centro de referência que irá reforçar o atendimento em Várzea Grande. "Vamos zerar a fila por laudos, capacitar professores e servidores públicos e construir um Plano Municipal de Inclusão. Essa é a base para destinar orçamento e transformar isso em política pública permanente, que fique como legado, como patrimônio da sociedade. Em apenas 100 dias já começamos a realizar. Imaginem o que poderemos fazer em quatro anos!"
Força das mães
- Priscilla Lima, coordenadora de políticas públicas para inclusão, emocionou o público ao relatar sua experiência pessoal. "Sou mãe e avó de autistas. Não tivemos escolha, mas escolhemos lutar. O autismo não tem cura, não é uma doença é uma condição e precisa de respeito, amor e inclusão. Nosso diagnóstico é clínico, não é visível, e cada autista é único. A dor virou propósito. Queremos políticas públicas verdadeiras e empatia de verdade”.
A fonoaudióloga Anny Karoline Araújo reforçou a importância do diagnóstico precoce. "Meu filho foi diagnosticado aos dois anos. A partir daí, conseguimos garantir seus direitos, iniciar terapias e buscar qualidade de vida. O diagnóstico precoce é a porta de entrada para políticas públicas e cuidado efetivo. Ele permite construir um futuro digno. Sonho que meu filho estude, se forme, se case, viva plenamente. Por isso, estou aqui. O diagnóstico precoce transforma uma vida na escuridão em uma vida de possibilidades. Quando a gente pensa em intervenção precoce, estamos falando de oportunidades reais para essas crianças desenvolverem habilidades, se comunicarem e se inserirem no convívio social com dignidade. É um divisor de águas”.
Direitos
- O advogado e professor universitário Daniel Padilha também se posicionou com firmeza. "Sou tio e padrinho de uma criança autista. Temos leis federais de 2012 que ainda não são plenamente cumpridas. O direito à matrícula, ao laudo médico, ao transporte gratuito e a acompanhamento são garantias que precisam ser conhecidas e efetivadas. A conscientização é urgente”.
O vereador Caio Cordeiro destacou o papel do poder público. "Esta audiência é um grito por visibilidade. Precisamos lutar pelos direitos das mães, avós e famílias que não sabem nem por onde começar. Estamos aqui para assumir essa causa. O futuro está em nossas mãos, e o presente é o momento de agir”.
A audiência também contou com momentos de reflexão e espiritualidade, com leitura bíblica realizada pela secretária de Assistência Social Cristina Saito e oração ecumênica conduzida pelo subsecretário de Comunicação, Fabiano Fontoura.
Inclusão
- A prefeita Flávia Moretti disse que está sendo elaborado um Projeto do Executivo com o nome “Inclusão para Todos”, que nasce da escuta popular, das demandas reais e da vivência de famílias e profissionais da causa. A expectativa é que o projeto seja encaminhado ainda este ano à Câmara Municipal.
“A audiência pública reforçou que o autismo e outras neurodivergências não podem mais permanecer invisíveis nas políticas públicas. Como disse uma das participantes, ‘o passado não tem como apagar, mas o futuro podemos construir,se formos atores do presente’”, pontou a Chefe do Executivo Municipal.
Ao final da sessão mães e pais autistas foram homenageados e receberam orientações jurídicas.
Com Rafaela Maximiano/Secom

Ainda não há comentários.
Veja mais:
EUA x Venezuela: os limites entre o direito à guerra e o combate ao crime organizado
Urna eletrônica: entenda como o equipamento transformou o processo eleitoral brasileiro
Estado destaca obras de novos Hospitais Regionais em MT
Autismo Visível
Patentes farmacêuticas não são certificados de segurança sanitária
Ministério lança edital para formar agentes populares de saúde
Interior: Polícia Militar mira faccionados acusados de homicídios
Saque-aniversário do FGTS 2026 começa a ser liberado
Acidente que matou casal: Operação da PM prende motorista
Prévia de 0,25% mostra inflação de 2025 dentro da meta do governo