Ellen Durães
O climatério é um período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da mulher. Para elas, este é um momento de mudanças intensas que muitas vezes acabam sendo confusas. Em geral, ocorre entre os 40 e 55 anos, sendo um prenúncio da menopausa.
Os sintomas físicos e emocionais podem ser tão marcantes que algumas mulheres se perguntam se estão "enlouquecendo". Contudo, essas transformações são sinais naturais do corpo neste momento de transição e compreendê-las é o primeiro passo para lidar com essas mudanças de forma mais saudável.
Este momento, também chamado de climatério ou transição menopausal, ocorre devido a quedas graduais na produção de estrogênio e progesterona, principais gatilhos dessa transformação. Esses hormônios desempenham um papel fundamental na regulação do humor, da temperatura corporal, do sono e até mesmo da capacidade cognitiva. Quando o corpo passa a produzi-los em menor quantidade, surgem sintomas como ondas de calor, insônia, irritabilidade, e lapsos de memória que, em conjunto, podem fazer com que a mulher se sinta perdida e desconectada.
Tais efeitos, aliados a alterações físicas como ganho de peso, perda de massa muscular e alterações na pele e nos cabelos, podem fazer com que algumas mulheres percam a sensação de controle sobre seus corpos.
Imagine experimentar ondas de calor intensas sem saber quando elas vão acontecer ou se sentir emocionalmente instável, sem conseguir identificar a causa. Isso cria um desconforto tão grande que, muitas vezes, leva à sensação de estar 'perdendo a sanidade'.
Inclusive, estudos recentes apontam que o impacto emocional do climatério pode ser agravado por uma percepção negativa de envelhecimento. A pesquisa "Menopausal Transition and Aging" da North American Menopause Society (NAMS) sugere que mulheres que vivenciam a fase do climatério com uma visão positiva tendem a experimentar menos sintomas depressivos e menos limitações físicas. Assim, é fundamental que as mulheres compreendam que o climatério é um processo natural e que o acompanhamento médico é uma ferramenta essencial para enfrentar os desafios desta etapa.
Todavia, essa perturbação e qualquer outro sintoma que acompanha o climatério pode ser tratado e, novamente de acordo com Ellen Durães, contornado. O segredo está em buscar orientação médica adequada desde os primeiros sinais.
Com acompanhamento especializado, é possível adotar estratégias nutricionais, exercícios físicos e, em alguns casos, tratamentos hormonais que podem aliviar significativamente os sintomas. O médico auxilia na adaptação a essa nova realidade e permite que a mulher viva essa fase com qualidade e autoconfiança.
Ellen Durães é médica nutróloga e diretora da Clínica de Saúde Integrativa, em Belo Horizonte.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Energia solar: TJ condena concessionária por contas elevadas
O ser e o estar: Onde Deus habita!
Recursos: MP destaca que STJ ajusta penas em casos graves
Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje
Taxação da carne bovina brasileira pela China
PM desmantela esquema de furto de diesel no Estado
Cibersegurança municipal: o risco invisível que já bate à porta
Wellington defende derrubada de veto à regularização na faixa de fronteira
TJ: entidade filantrópica pode ingressar ação no foro de seu domicílio
Brasil institui o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento