Da Redação
“É inaceitável que, em meio a tantas dificuldades econômicas enfrentadas pela população, o governo queira impor mais um encargo financeiro. Na verdade, trata-se de mais um imposto, que vai pesar o bolso da população”, disparou o senador Wellington Fagundes (PL-MT) - após o Senado aprovar, na quarta-feira (8), o novo Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), semelhante ao antigo Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT).
Via Comunicação, assevera:
Foram 41 votos a favor, o mínimo necessário para esse tipo de proposição, e 28 contrários. O texto do Projeto de Lei Complementar (PLP) 233/2023, de iniciativa do governo, também aumenta em R$ 15,7 bilhões o limite para as despesas da União, alterando o arcabouço fiscal.
Ao afirmar que é contra o aumento de impostos, o senador Wellington Fagundes criticou a volta do seguro obrigatório.
Além disso, senador ressaltou que a forma como o projeto foi conduzido, com a inclusão de alterações no arcabouço fiscal, demonstra desrespeito com a população. “Isso gera insegurança jurídica e econômica, impactando negativamente a vida de todos os brasileiros”, justificou.
O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) foi extinto em 2021, durante o governo do entao presidente Jair Bolsonaro (PL/RJ). Na época, a cobrança das indenizações foi zerada e os pagamentos foram feitos com o saldo dos anos anteriores.
O que muda com a volta do DPVAT?
Com a aprovação do novo Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidente de Trânsito (SPVAT), que substitui o extinto DPVAT, algumas mudanças estão previstas:
*Custo Anual*: Os proprietários de veículos terão um custo anual entre R$ 50 e R$ 60, segundo estimativas do Ministério da Fazenda. Esse valor será obrigatório para todos os motoristas.
*Objetivo do Novo Seguro:* O novo SPVAT visa garantir verba para a continuação de indenizações por morte, invalidez permanente, reembolso de reabilitação profissional após invalidez parcial e serviços funerários.
*Restrição de Ressarcimento:* Haverá restrição no ressarcimento por assistências médicas e suplementares, como fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses e próteses. O reembolso só ocorrerá se o tratamento não estiver disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade da vítima.
*Valor da Indenização:* O valor da indenização será definido pelo Conselho Nacional de Seguros Privados e será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caso ultrapasse 30 dias para efetuar o pagamento.
*Injeção de Recursos:* A aprovação do projeto deverá injetar mais de R$ 15 bilhões no caixa do governo neste ano. Parte desses recursos será usada para compensar um montante parcial das emendas parlamentares.
*Acordo para Viabilizar a Votação:* Para viabilizar a votação do projeto, o Palácio do Planalto fechou um acordo que vai transferir R$ 3,6 bilhões do montante extra no Orçamento para bancar as emendas dos deputados e senadores. Parte do veto do presidente Lula aos R$ 5,6 bilhões das emendas de comissão deve ser mantido pelo Congresso Nacional.
Com Assessoria

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