• Cuiabá, 19 de Julho - 00:00:00

Saúde de Cuiabá: responsabilidade de todos


Sonia Fiori

A Saúde em Cuiabá - no âmbito público, atravessa crises históricas, como agora. Mas o primeiro ponto, que a maioria absoluta não discute é: esse problema é somente na Capital? Não!! Esse "sufoco" é uma marca no SUS - em níveis de "melhor e pior" por todo o país. 

Nesse contexto do atendimento no Brasil - também é necessário acentuar que o nosso país é um dos poucos no mundo que oferece a Saúde universalizada - prestando serviços para "qualquer cidadão" - mesmo os estrangeiros se porventura precisarem. 

Mas voltando à questão do setor em Cuiabá, e vale como um termômetro no atual quadro em que por vezes "poderiam", apenas "poderiam" se misturar "veias políticas" - é preciso balizar um dos tópicos que engessam os recursos, ou minam as verbas: O FATO DE CUIABÁ ATENDER RIGOROSAMENTE A MAIORIA DOS PACIENTES DO INTERIOR DE MATO GROSSO NO HOSPITAL MUNICIPAL DE CUIABÁ. 

Levantamentos - vários por sinal, à cargo da gestão da Saúde de Cuiabá remetem para algo em torno de 60% sobre o total de pacientes no HMC, ou seja, por que até hoje ainda se discute a ''estadualização"??

O HMC é um HOSPITAL REGIONAL! PONTO!

O que me leva a escrever sobre esse tema - hoje - foi motivado pela informação (conforme reportagem no Portal FolhaMax), a respeito de pedido do Ministério Público Estadual (MPMT) de "bloqueio das contas da gestão" - considerando eventual atraso no repasse de recursos pela Capital para a área.

Vamos lá!

Sem entrar no mérito do porquê do atraso - até porque nas linhas anteriores já está a resposta, fico me perguntando quais os motivos que impedem o próprio Ministério Público e outras Instituições fortes no Estado de DAREM AS MÃOS - SE UNIR, para ajudar, socorrer a Saúde que é na Capital para pacientes de TODO MATO GROSSO. 

Mas de onde sairia o dinheiro dessas instituições, perguntaria um leitor: dos repasses gordos que o Estado faz para cada Poder Constituído e órgãos - com exceção da Defensoria Pública, que apesar de ser o advogado do povo pobre, é a última na lista de percentual de destinação de verba carimbada. 

As pessoas também precisam saber como funciona o repasse de recursos para Poderes e órgãos. É assim: cada Poder Constituído e órgão como o MPMT, tem garantido percentual na Constituição - que é desenhado na Lei Orçamentária Anual (LOA) - aprovada pelo Legislativo. 

Tudo o que é planejado para o ano seguinte, para execução de orçamento (dinheiro de nós que somos depenados todos os dias com impostos), está previsto no Orçamento.

Ocorre que muitas pessoas não sabem que essa estimativa orçamentária, na maioria das vezes, passa por variações, já que é comum a receita ser mais do que o projetado na LOA em razão das nuances da arrecadação. 

Então fica desse jeito: se um Poder ou órgão deve receber "X" previsto no Orçamento - mas a arrecadação superar o que está delineado no Orçamento (ESTIMADO), CADA PODER OU ÓRGÃO terá direito à adicionais!! Na prática: receberão mais do que estava previsto na LOA, e isso é mensal.

Como cada Poder ou órgão também tem planejamento sobre suas ações - que devem obedecer a legislação, pode ocorrer, SOBRA DE DINHEIRO - geralmente ao findar dos exercícios.

Aí pessoal, é que estamos no "cerne do problema". Quando se confirmam esses excedentes, muitos optam pela "aplicação" interna, ou oferecendo melhorias (compra de celulares com tecnologia de ponta), aumento de adicionais.. enfim, depende da consciência de cada um.  

MAS E SE:

E se essas pessoas no comando de Poderes (como já fez a Assembleia Legislativa), se unissem pela causa social, e ao invés de aplicar internamente essa "sobra de dinheiro", destinassem à SAÚDE PÚBLICA?!

Teríamos ainda a problemática de falta de verba na Saúde de Cuiabá? Pode ser, devido a crescente demanda, mas tenho certeza de que a crise seria expressamente mitigada. 

Em ano de Eleição, penso que a disposição é no sentido de piorar muito tudo - já que enfrentamentos não constumam separar as coisas.. 

Se vale de alguma coisa tudo o que cito aqui, que possa tocar o coração de quem está à frente de Poderes e órgãos - para que vejam o problema na Saúde como um desafio de RESPONSABILIDADE SOCIAL.

Que a dificuldade que atravessam aqueles que precisam do SUS - e tive vários na minha família que já partiram, possam contar realmente com apoio dos irmãos nessa passagem - detentores da "caneta"

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos (Pequeno Príncipe).

Analisem isso antes de tratar esse cenário a "ferro e fogo". 

Um dia, do outro lado, todos prestaremos contas.




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