• Cuiabá, 19 de Julho - 00:00:00

Judas e Jesus


Paulo Lemos

Muitos interpretam a tradição judaico-cristã como Judas tendo traído Jesus. Eu vejo por outra perspectiva. 

Judas traiu a si próprio e depois não conseguiu lidar com o sentimento de culpa. Ele não foi culpado e nem condenado por mais ninguém. 

O Nazareno, pelo contrário, o amou até o fim e até já havia antevisto os acontecimentos, conforme a narrativa evangélica. 

Assim é conosco. Ninguém me trai ou faz mal para mim, somente caso eu permita me sentir assim. Só eu próprio posso me prejudicar, na hipótese de não me amar, não me cuidar, ser honesto comigo mesmo e fiel aos meus princípios e valores, propósito e objetivos de vida. 

Por isso, simplifique tudo, apenas seja amoroso e cuidadoso consigo, seja grato pelo que tem e por quem é, que será com o outro também.

Por exemplo, fazia tempo que não vinha mais escrevendo, sendo que faço isso como desdobramento dos meus pensamentos e sentimentos, como um poeta declama sua poesia, o musicista faz sua música, eu talho parágrafos e linhas, nem sempre retas, às vezes tortas, porém no arado da lida com a vida que pode e deve ser vivida.

Nesse sentido eu me perdoo e peço perdão, abraço para ser abraçado, sorrio para receber um sorriso, beijo para ser beijado, estendo a mão para receber a mão estendida, sou grato para ser agradecido, busco amar para ser amado.

Amo vocês e feliz Páscoa, de libertação da alma, das mentes e corações, de renovação do fôlego da vida e de tudo que nos move na mesma direção de fraternidade, equidade, paz de espírito, reforma íntima e prática de espiritualidade.

 

Paulo Lemos - advogado, referência na defesa dos Direitos Humanos - diz que "é aprendiz da vida".




Deixe um comentário

Campos obrigatórios são marcados com *

Nome:
Email:
Comentário: