Da Redação
A Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou emenda que amplia para R$ 20 milhões recursos no Orçamento da União para serem aplicados em projetos de irrigação. O valor será administrado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e deverá beneficiar a produção de Mato Grosso, estado com maior potencial de expansão da agricultura irrigada.
A emenda é de autoria do senador Jayme Campos (União-MT) - que pontuou serem os recursos aportados originalmente na proposta orçamentária seriam insuficientes para atender a demanda dos projetos nessa modalidade de produção. Ele fez questão de ressaltar que o remanejamento de recursos para irrigação também não inviabilizará o projeto de oferta de água para segurança hídrica, que tem um aporte previsto de R$ 292 milhões.
A emenda aprovada seguirá para a Comissão Mista de Orçamento. Uma vez consignada na Lei Orçamentária Anual de 2024, segundo o senador, será possível expandir a prática da cultura irrigada no Brasil, atualmente concentrada no sul do Brasil.
Levantamento realizado pela Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes apontam que Mato Grosso dispõe de 170 mil hectares de áreas agricultáveis irrigadas e um potencial a curto e médio prazo para chegar a 3,9 milhões de hectares. Já o potencial brasileiro é de 55 milhões de hectares de áreas irrigáveis novas em cima de sequeiro e pastagem já existente.
A expansão da agricultura irrigada em Mato Grosso deve acontecer, principalmente, na chamada região da Baixada Cuiabana, que envolve 11 municípios, localizados no entorno da Grande Cuiabá. No começo do ano, Jayme Campos tratou do assunto durante audiência no Ministério da Integração Nacional, quando defendeu o retorno de linhas de financiamento para projetos, cobrando destinação de recursos de fundos.
Segundo ele, há muitos anos ‘não vai 1 centavo de real’ sequer para Mato Grosso. “Esse dinheiro é constitucional, de um fundo constitucional, portanto, é obrigatória sua aplicação” – alertou. Investimentos em irrigação, se colocado em prática , permitira Mato Grosso a até três colheitas no ano, sem a necessidade de avanço no desmatamento de áreas. “Esse é um programa espetacular – frisou. Infelizmente o Centro Oeste não recebe coisíssima alguma”.
Com Assessoria

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