Da Redação
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) confirmou o repasse no valor de R$ 5 milhõs para os cofres das prefeituras referente à compensação pela queda de arrecadação do ICMS - ocorrida no segundo semestre de 2022 - ou seja, durante o Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O repasse foi realizado pelo Estado na última sexta-feira (28), considera a AMM.
Em relação ao ressarcimento, observa que "até o final de 2023 os municípios vão receber sete parcelas de igual valor. A previsão é que a recomposição financeira seja feita de forma gradual, estendendo-se até 2025".
A AMM evidencia:
A redução do ICMS foi ocasionada pela diminuição das alíquotas de combustíveis, energia, telecomunicações e transportes, estabelecida na Lei Complementar 194/2022, de iniciativa do governo federal. As quedas no repasse começaram a ser verificadas em agosto de 2022, prolongando-se até dezembro. As variações mais significativas para os municípios foram constatadas em outubro (-25,31%) e em dezembro (- 25%). Para efeito de comparação, em outubro de 2022 o repasse do imposto foi de R$ 392 milhões, enquanto no mesmo período de 2021 foi de R$ 525 milhões.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, que integra o Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), destacou que o movimento municipalista se mobilizou pela compensação, prevista em projeto de lei de autoria do senador Wellington Fagundes. “Participamos de várias reuniões no Congresso Nacional para defender a recomposição das perdas financeiras, que impactaram o caixa de prefeituras de todo o país. Em Mato Grosso as oscilações negativas na transferência do ICMS comprometeram as finanças dos municípios, que têm no repasse constitucional uma de suas principais fontes de receita”, assinalou, acrescentando que, com o calendário de pagamento definido, os gestores poderão fazer a programação da entrada desses valores nos orçamentos de 2024 e 2025.
A compensação financeira aos estados e, por extensão aos municípios, foi anunciada em março pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que assegurou o repasse de R$ 26,9 bilhões aos entes estaduais visando compensar perdas de arrecadação ocasionadas pela redução da alíquota do ICMS sobre combustíveis e outros itens. Mato Grosso teve uma perda de mais de R$ 1 bilhão por conta da redução da tributação, principalmente sobre o ICMS do óleo diesel. O efeito da lei alcançou os municípios, que têm direito a 25% do imposto.
Com Agência de Notícias da AMM

Ainda não há comentários.
Veja mais:
INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera
Software: TJ mantém bloqueio de conta de jogo eletrônico
Estado anuncia redução do ICMS da cesta básica em 2026
Os leprosos dos dias de hoje são os descapitalizados
Lei do salário mínimo, que faz 90 anos, organizou relações de trabalho
Cartório Central: megaoperação da PC desmantela facção
A instabilidade como método
Governo confirma suspensão de descontos de empréstimos consignados
Contrato por telefone: Justiça manda devolver valores a idosa
Tribunal de Justiça garante isenção de ICMS para compra de carro