Da Redação
“Temos que transformar a CPMI numa realidade, não em um palanque eleitoral, ou seja, para interesses pessoais."
O "recado" foi assinalado pelo senador Jayme Campos (União-MT) - ao analisar a seara em que o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez a leitura do requerimento de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar os fatos que levaram à invasão das sedes dos três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.
O senador Jayme Campos foi taxativo: “o mais importante: o povo brasileiro tem que saber a verdade de tudo aquilo que aconteceu no dia 8 de janeiro”.
Ele destacou o papel do Congresso Nacional como ‘casa da representação do povo brasileiro’. Nesse sentido, pontuou a importância de os trabalhos serem conduzidos de forma “limpa, clara e cristalina para o bem do nosso país”.
Como um dos signatários do requerimento da CPMI, Jayme Campos disse, em entrevista à imprensa após a sessão, considerar que os trabalhos para elucidação dos acontecimentos de 8/1 não deverão atrapalhar a agenda legislativa. Principalmente a apreciação das matérias de ordem econômica, como o arcabouço fiscal e também a reforma tributária.
“É bom que se esclareça que, acima de qualquer coisa, a sociedade brasileira quer uma resposta, com muita clareza, até para não se criar um imbróglio, sobretudo, a desconfiança da sociedade em torno das nossas instituições”, acrescentou.
Com a leitura, que ocorreu na sessão do Congresso na quarta-feira, 26, o próximo passo diz respeito a definição da proporcionalidade da composição da comissão, conforme a tamanho das bancadas e blocos partidários, e a sua publicação no Diário Oficial da União. O requerimento foi apresentado pelo deputado André Fernandes (PL-CE) e contou com o número regimental para sua apreciação.
De acordo com o requerimento, a comissão será constituída por 15 senadores e 15 deputados, com igual número de suplentes. Além disso, o grupo terá mais um integrante de cada Casa representando a Minoria em caráter de rodízio. No total, serão 32 titulares. O grupo terá prazo de 180 dias para investigar os “atos de ação e omissão” ocorridos no dia 8 de janeiro.
Com Assessoria

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