Mariane Mesquita Souza Hartung
Outro dia, parada esperando o semáforo abrir, como gosto de reparar em tudo à minha volta, me deparei com a seguinte cena: algumas árvores enfileiradas, me pareciam da mesma espécie, plantadas há não muito tempo, a considerar suas alturas, por volta de um metro e meio.
Todas ali, alinhadas com o mesmo estilo de poda: a copa em formato de cogumelo - não sei nada sobre estilos de poda - ornamentando a calçada de um grande supermercado reformado recentemente.
O que me chamou a atenção, de imediato, foi que uma delas não estava com a poda mantida. Ela insistia em ter alguns pequenos galhos maiores crescendo como que a caminho do sol ou do céu!
Fiquei refletindo sobre aquela cena. Será qual a missão daquela pequena árvore: ornamentar ou fazer sombra? Sei que não são frutíferas! Todas são funções necessárias, não acho justo fazer uma escala de importância.
Ela não escolheu, foi colocada ali e será sempre podada para ornamentar, junto das demais, aquela calçada. Quem sabe um dia, elas todas iguais, crescerão e farão sombra e a “arvorezinha descabelada” atinja seu propósito, se for este!
E com a gente? Será que temos clareza de que somos para ornamentar, fazer sombra, dar frutos ou flores?
Temos clareza do(s) nosso(s) propósito(s)? Como encontrá-lo e como saber o nosso lugar?
Citando o poeta alemão Johann Wolfgang Von Göethe, "Quem é firme nos seus propósitos molda o mundo a seu gosto".
Enquanto não sei todas essas respostas, seguirei acompanhando esta arvorezinha que, provavelmente, continuará a me fazer companhia no caminho.
*Mariane Mesquita Souza Hartung é chefe do Departamento de Gestão de Pessoas.

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