Alfredo da Mota Menezes
Na eleição deste ano cada partido lança seus candidatos a vereadores. Tem que, sozinho, atingir um número determinado de votos, sem isso não manda ninguém para a Câmara municipal.
Partidos elegem vereadores também pensando em 2022. Vereadores são bons cabos eleitorais. É que o partido que não atingir um número determinados de votos para deputado federal naquela eleição perderá tempo no horário gratuito de televisão e rádio e também o fundo partidário e eleitoral. Tende a sumir do mapa politico. A intenção é diminuir o número de partidos. Dai a importância de eleger vereadores agora.
Outra novidade é sobre os 30% de candidatura feminina a vereadora. Antes esses nomes eram embolados na coligação, agora em cada partido. E, diferente do que vinha acontecendo, cada candidata tem que autorizar seu nome na chapa com assinatura especifica. Se o partido não fizer isso, a justiça eleitoral pode derrubar a chapa inteira de vereador antes mesmo da eleição. Não vai ter mais candidatura laranja em que, muitas vezes, a candidata nem sabia que seu nome estava ali.
Por não ter coligação deve aumentar o número de candidatos a prefeitos. Uma tentativa de ajudar na eleição para vereadores. Havendo mais candidaturas a prefeitos, e não coligação para vereadores, a maioria dos partidos terá tempo diminuto para o horário de TV e rádio.
A mídia social deve ser a alternativa para esses partidos. Ou melhor, vai ser usada por todos partidos. Ela chegou forte nas eleições. E funciona com ou sem marqueteiros.
A preocupação maior da justiça eleitoral será com as fakes news. É difícil impedi-las. Na eleição passada para presidente nos EUA, um país com tecnologia mais sofisticada, foi quase impossível impedir as fakes news. Como seria numa eleição para vereador e prefeito neste ano? Muitas vezes a notícia falsa vem de postagem no exterior, difícil de rastrear.
A justiça eleitoral tem dito que o infrator será severamente punido. O duro é encontrar a fonte correta. E tem mais uma: se for muito forte nesse caminho a justiça pode ser cobrada por impedir a livre manifestação.
No caso de Mato Grosso, para aumentar a peculiaridade, se tem, junto com a eleição para vereadores e prefeitos, também para o Senado. Mais uma novidade que entrará na distribuição do horário eleitoral e do fundo eleitoral.
Datas foram alteradas também. Convenções entre 31 de agosto e 16 de setembro. Registro de candidaturas até o dia 26 de setembro. Em 27 de setembro inicia a propaganda eleitoral, incluindo internet. Eleição em 15 de novembro.
Menos votantes nesta eleição, é outra novidade. Por não realizar a biometria mais de 60 mil títulos foram cancelados em VG e Cuiabá. E isso aconteceu no estado todo. A abstenção média no estado é de 25%. Com pandemia, não aglomeração, esse número deve aumentar nesta eleição. Menos gente votando deveria ser um dos itens na análise das muitas candidaturas pelo estado. E dos marqueteiros também.
Alfredo da Mota Menezes é Analista Político.
E-mail: pox@terra.com.br Site: www.alfredomenezes.com

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