João Edison
Vivemos momentos tensos no mundo e principalmente no Brasil por conta da instabilidade política que vem se agravando desde 2013 e inflada ao limite a partir do comportamento do atual presidente da República. Esta tensão se dá porque pessoas (poucas) geram ideias nefastas para que pessoas (muitas) compartilhem e assim formem uma rede de comunicação que propaga o ódio coletivo e os conflitos. A verdade é o que menos interessa nesta guerra, o importante é lacrar! Causar! Quem comanda a guerra nunca vai para o fronte da batalha!
Quase sempre a abordagem se dá sobre temas importantes extraídos do cotidiano político ou de pessoas públicas (políticos, artistas, jornalistas, escritores) usando o máximo de sarcasmo, cinismo ou algo odioso para que se tornem corrente para disseminar a discórdia ou reafirmar uma já existente. Esta é uma distorção da verdade criada a partir de distorções de fatos ou mentiras absolutas. Em ambos os casos é falsa, fake news!
A pergunta que devemos fazer é: por que eu compartilho isso? A resposta chega a ser simplista, mas é única: interesse! É porque o texto comtempla o meu imaginário e vira munição para afirmar ou reafirmar meus desejos ou minha convicções meramente mentais. O fofoqueiro e o mentiroso só existem porque suas invencionices encontram terra fértil nos ouvidos alheios.
O ritmo tem colocado pessoas contra pessoas enquanto seus criadores se deliciam com sua capacidade de manipular a massa. Daí se explica a campanha contra a imprensa, por exemplo. As pessoas achincalham as mensagens sem ao menos se certificar da veracidade; por puro ódio do mensageiro (ou do veículo de comunicação). A fórmula é simples: menos imprensa, mais espaço para as fake news.
A energia e o cabo que conecta esta rede de intrigas somos nós, os compartilhadores. E seremos nós os responsáveis também pelos atentados, pelas guerras e pela destruição do futuro. Ou você ainda não percebeu que estamos cada dia mais perdendo a esperança? Quem cria jamais vai se sentir culpado (nuca vi mentiroso com remorso), mas quem repassa ainda vai morrer de tristeza pela dor do presente e destruição do futuro, tudo baseado nas invencionices dos outros. Não basta ser uma pessoa boa, é preciso não ser replicador do ódio inventado.
Então, posso ajudar? Claro! Use as redes sociais para escrever o que você pensa sobre o mundo, sobre a política, sobre a sua vida, mas escreva você mesmo o que você pensa e não o que o impulso do texto dos outros te proporciona! Faça política sim, compartilhe a sua política ou o seu pensamento político, os seus estudos sobre os assuntos de seu interesse.
Não compartilhe ideia dos outros! Não compartilhe a intriga. Não seja “mula” da fake News, do ódio e da desgraça, ou dos interesses políticos e eleitoreiros de terceiros. Não seja “garoto de recado” para atacar pessoas ou grupos de pessoas!
Compartilhe sim, mas a arte, compartilhe a fé, compartilhe a sua história, as suas recordações com suas saudades, seus amores, suas alegrias ou suas dores. Compartilhe bom dia, boa tarde, boa noite. Compartilhe a poesia, compartilhe o trabalho, compartilhe a paixão, o amor e assim ajudará o mundo a ser melhor para que todos nós sejamos melhores.
João Edison é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera
Software: TJ mantém bloqueio de conta de jogo eletrônico
Estado anuncia redução do ICMS da cesta básica em 2026
Os leprosos dos dias de hoje são os descapitalizados
Lei do salário mínimo, que faz 90 anos, organizou relações de trabalho
Cartório Central: megaoperação da PC desmantela facção
A instabilidade como método
Governo confirma suspensão de descontos de empréstimos consignados
Contrato por telefone: Justiça manda devolver valores a idosa
Tribunal de Justiça garante isenção de ICMS para compra de carro