Da Redação
Ao considerar o atual quadro de ações no combate ao coronavírus, e últimos levantamentos, o secretário de Estado de Saúde disse que o cenário em Mato Grosso é de oficialmente 181 casos - conforme balanço de ontem (21) - mas que "está estatisticamente comprovado que pode ser 10 vezes mais" os registros de Covid-19.
Isso porque, segundo o secretário, o número oficial de pacientes se refere às pessoas que buscaram o atendimento - mas que muitos cidadãos podem ser assintomáticos - não apresentar os sintomas mas com potencial de transmitir o coronavírus.
A observação de Figueiredo foi pontuada em coletiva à imprensa por meio das redes sociais, na manhã desta quarta-feira (22).
"É quem procurou a unidade hospitalar", disse sobre o número de 181 casos e emendou, "Estatisticamente se comprovado porde ser 10 vezes mais. E muitas, a maipria esmagadora nem sabe que tem".
Assinalou, no entanto, que o Estado mantém estrutura capaz não somente de atender o atual quadro de pacientes diagnosticados - como também se prepara para eventual ampliação do número de casos.
Sobre a flexibilização nos municípios
"Mas no nosso caso temos leitos de UTI e enfermaria – e vamos internar se necessário. Mas muitos estão na população invisível – e interagindo com outras pessoas vai contaminar – então flexibilização vai aumentar casos – mas vamos estar preparados para atender", disse ao se referir às medidas nos municípios que, em alguns casos como Cuiabá, adotaram novas medidas para retorno gradativo das atividades econômicas.
O secretário alertou que "o pico da doença ainda não foi pontuado – e que o cenário não se comporta de forma regular"
Destacou ainda que "quantas mais pessoas liberadas, maior probabilidade de infecção – por isso é necessário estrutura capaz de atender pacientes infectados".
Figueiredo citou o amparo do Estado na área da saúde – mas admitiu que nem todos os municípios terão condições de fazer o enfrentamento. Disse ainda que "a flexibilização é possível - mas recomendamos gradativamente para não extrapolar leitos. Hoje a capacidade é grande para demanda pequena – mas pode mudar nos próximos dias", alertou.
Ainda sobre a flexibilização, reiterou ser necessário analisar conforme os resultados de contaminação: "Hoje temos 383 leitos – enfermaria. Ontem tínhamos 24 leitos UTIs livres. Hoje disponível – 95 leitos de UTI e capacidade será ampliada".
Pontuou também que passada a epidemia, será feita ação macro para retorno ao quadro geral de cirirgias eletivas.
Ações nos municípios
"Não vou especificar município. Concordo com qualquer município que tenha planejamento claro (para retorno às atividades econômicas – a nível de assistencia dos profissionais, dos leitos na região – tem que se fazer análise de risco".
E avisou: "flexibilização não significa relaxamento total. A pandemi nem sequer chegou. Mas sabemos que é muito difícil fechar a porta dos estabelecimentos – por conta da recessão econômica – além de outros fatores como violência doméstica. Sou a favor a liberação gradativa com critérios. Estamos numa Capital – com grande número populacional junto – a grande Cuiabá – tem que verificar se tem transmissão. Não tem decisão fácil durante pandemia – e devem sempre ser pautadas com dados técnicos".

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