Da Redação - FocoCidade
Ao avaliar o enredo da renúncia e sonegação fiscal em Mato Grosso, o deputado Wilson Santos (PSDB) disse que "virou uma bagunça total. O ex-governador Silval Barbosa foi preso em decorrência dos crimes que cometeu na concessão dos incentivos fiscais, e propina que corria solta. Eu sou a favor da concessão dos incentivos fiscais, mas de forma criteriosa, honesta e transparente."
Considerou que "é uma farra, mas não podemos permitir que esse descarrilho destrua a essência".
O parlamentar, que será o presidente da CPI, apresentou o requerimento com as nove assinaturas para a instalação da investigação, na noite da terça-feira (12), durante a primeira sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
De acordo com Wilson Santos, os outros nove membros, sendo quatro titulares e cinco suplentes, devem ser indicados após a formação dos blocos na ALMT.
Esses blocos deverão ser formados até a próxima terça-feira, onde os mesmos farão a indicação por meio dos seus líderes os membros da Comissão de Inquérito.
O deputado reforçou que vai ouvir os órgãos de controle, como Ministério Público Federal, da Polícia Federal, Controladoria-Geral do Estado, Ministério Público do Estado, quais foram os resultados produzidos pelas CPIs de 2014 e 2016, que trataram do mesmo tema.
“Nós vamos avançar sobre diversas áreas, não só sobre empresas que gozam de incentivos fiscais, mas também o setor de mineração, a área de transporte, de combustíveis, do agro”.
Morte de empresário
Wilson Santos disse que vai oficializar a Polícia Judiciária Civil para que dê informações sobre as investigações do assassinato de Wagner Florêncio Pimentel, de 47 anos.
O empresário foi morto a tiros na noite do último fim de semana no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.
De acordo com informações publicadas na imprensa, Pimentel seria investigado pela Delegacia Fazendária em esquema de sonegação de R$ 140 milhões no Estado, desbaratado na "Operação Crédito Podre".
“É importante a Polícia contribuir com a CPI no esclarecimento do assassinato de Wagner”.
Assinaram a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito os seguintes deputados: Elizeu Nascimento (DC), Valdir Barranco (PT), Lúdio Cabral (PT), Janaina Riva (MDB), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Delegado Claudinei (PSL), João Batista (Pros) e o próprio Wilson Santos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito deve durar cerca de 180 dias.
Com Assessoria

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