Da Redação - FocoCidade
Senador eleito Jayme Campos (DEM) defendeu a taxação do agronegócio e criticou o setor, ao pontuar que "os barões não pagam nada, e tem que pagar", em menção à desoneração de pagamento de ICMS sobre produtos exportados - Lei Kandir.
Em entrevista ao Programa A Notícia de Frente - Grupo Gazeta de Comunicação, Jayme Campos assinalou ainda o quadro de dificuldades que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) sofrerá, considerando os atropelos de ordem orçamentária dos cofres públicos - com déficit de bilhões segundo o próprio democrata.
O senador eleito fez questão de pontuar que Mauro Mendes necessariamente deverá "fazer esse enfrentamento", já que medidas como o corte de despesas, leia-se corte de pastas e de cargos comissionados, não devem assegurar o campo esperado em relação ao equilíbrio fiscal e financeiro.
Foi categórico ao frisar que sua campanha não contou com apoio de representantes do agronegócio, e que sofreu agruras no período, com resistências no setor.
Assinalou ainda a necessidade de se reconhecer que outros setores, além do agronegócio, são fundamentais para o desenvolvimento de Mato Grosso como a indústria, o comércio e pequenos produtores.
"Não significa que porque sou pecuarista sou mais importante do que o pequeno pecuarista. Todos eles geram emprego. O que fico indignado que só produtor soja, algodão, fique com a riqueza de Mato Grosso. Não, temos que respeitar as demais atividades do empresariado, indússtria, comércio. Existe uma cadeia de forma indireta que construibuiu para o desenvolvimento do Estado."
Ressaltou ainda que "esse setor (agronegócio) tem que devolver um pouco para o Estado. O Estado já deu muito para essas pessoas", disparou ao acrescentar que "se depender de Jayme Campos tem que taxar."
Jayme Campos disse ainda que "o agronegócio trabalhou contra, radicalmente, porque eu disse que seria independente", sobre sua linha de atuação no Congresso que defenderá a taxação do setor.
Em tempo, essa defesa também foi pontuada pelo deputado Wilson Santos (PSDB) com ênfase em 2016, mas diante da reação de representantes do agro no Estado, e tímida política no Palácio Paiaguás para levar o tema adiante, o assunto "adormeceu".

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