João Edison
O estado do Tocantins esteve em processo eleitoral em todo o mês de maio cuja eleição ocorreu no dia 03 de junho de 2018 para eleger governador e vice para um mandato tampão de sete meses. Foram sete concorrentes ao posto de governador. O resultado colocou no segundo turno os dois candidatos que respondem ao maior número de processos dentre os concorrentes. Então será que esta indignação da sociedade é balela?
Primeiro precisamos ver como o eleitor se comportou: 19,19% votaram branco ou nulo. Foram 3.862 votos computados para o candidato do PSOL, mesmo tendo a candidatura impugnada. Soma se a isso as abstenções e daí chegamos ao patamar de 43.54 % do total de votantes que optaram por não tomar nenhuma decisão.
O segundo ponto importante é que, conversando com profissionais (da política) de lá explicaram que as equipes de marketing dos candidatos tiveram muito trabalho e pouco resultado efetivo, uma vez que as Fake News produzidas para Whatsapp pautaram a campanha e aí responder aos ataques mentirosos tomou todo o tempo. Não houve desenvoltura de propostas, isso afastou ainda mais o eleitor das urnas.
Terceiro ponto muito importante é que se o eleitor que está indignado não fizer escolhas, os conformados farão por ele e aí quem já detém o poder permanecerá nele por mais um mandato. Neste caso, a tendência é mesmo que os mais processados ou denunciados sejam os eleitos, considerando que parte significativa destas denúncias ocorrem justamente para construir e manter o poder junto a população menos esclarecida e lideranças municipais.
Conclusão que chegamos é que para mudar alguma coisa temos que votar em massa, usar critérios rígidos, mas fazer escolhas, comparecer e decidir, caso contrario seremos os maiores colaboradores para a destruição do Brasil . Na democracia só a participação efetiva gera mudanças positivas. O estado do Tocantins mandou o recado, só não entende quem não quer.
João Edison é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso.

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