Eduardo Gomes
Rondon está acima dos conceitos emitidos sobre ele. Nada que se escreva sobre sua trajetória macula ou acresce ao seu histórico biográfico. Mesmo assim, não se pode deixar em branco a data que celebra seu nascimento: 05 de maio de 1865, na vila de Mimoso, ao lado da Baía de Chacororé, Alto Pantanal, à época Cuiabá e agora município de Santo Antônio de Leverger.
A Semana de Rondon é apenas uma referência a um dos maiores brasileiros dos séculos XIX e XX, o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, Patrono das Comunicações, da Comunicação do Exército e de Rondonópolis. Figura lendária em cujas veias corria sangue de etnias indígenas e de descendentes de portugueses.
Maior herói mato-grossense, principal artífice da manutenção da unidade territorial brasileira na área consolidada pelos portugueses e um dos símbolos da disciplina e da hierarquia no Exército, Rondon deve ser tema obrigatório na grade curricular das escolas que preparam jovens para o amanhã. Nosso herói tem que virar tema de palestras e vídeos para a juventude, que está distante dos vultos nacionais e sendo vítima da massificação pela adoração a deploráveis políticos que surrupiaram o Brasil e sua gente.
Levar a figura de Rondon aos jovens é uma sugestão para o âmbito nacional, mas paralelamente a isso é preciso motivar a juventude a conhecer nossos vultos regionais, para que o Brasil de amanhã saiba a diferença entre os verdadeiros brasileiros e a figurinhas que fazem do poder o palco para suas falcatruas. Basta o simples comparativo entre a demarcação de nossas fronteiras e o escândalo na Petrobras na era Lula para que o jovem saiba quem foi o marechal Rondon e quem é o ex-presidente Lula. No Araguaia de Norberto Schwantes, Irma Vita e Valdon Varjão; no Nortão de Irmã Maria Adelis, Zé Paraná, Ênio Pipino e Ariosto da Riva; e por todas as regiões há nomes que podem motivar as novas gerações e afastá-las do país ao avesso que há algum tempo é costurado por mãos brasileiras sob inspiração internacional.
Que o magnetismo de Rondon ocupe espaço na mente do jovem e que assim ele entenda que a crise moral do momento é algo passageiro, tão passageiro quanto seus protagonistas. Precisamos construir o verdadeiro Brasil, aquele onde não seja preciso combater Lula com Bolsonaro, mas um país de povo forte, independente e orgulhoso de seu passado e antepassados. Em nome dessa proposta ocupemos espaço na imprensa, nas mídias sociais, em nossos relacionamentos. Evitemos que nossos filhos e netos e os demais jovens façam parte das gerações insonsas que brotam no vazio de nossa indiferença. A tarefa não será fácil, pois muitos conspiram contra ela. Tenhamos em conta que para os nossos verdadeiros heróis – Rondon por referência – foi ainda mais difícil, mas que eles venceram. Juntos, mudemos conceitos.
Eduardo Gomes de Andrade é jornalista
eduardogomes.ega@gmail.com

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