Cláudio Cordeiro
A base da economia em Mato Grosso é o agronegócio. É ele que movimenta as exportações, cria novas cidades e desenvolve principalmente o interior do Estado.
Estamos à frente de todo o país nesse quesito, porém quando se trata do marketing voltado ao agronegócio, apenas as maiores empresas têm experimentado os benefícios dessa ferramenta para fazer a diferença com o público, seja interno (corporativo) ou externo. Faz toda a diferença estar presente, principalmente, no mundo virtual.
Às empresas, seja de qualquer segmento, ressaltamos que uma empresa que nunca se comunica com o público-alvo dificilmente será lembrada por ele na hora da decisão de compra ou mesmo no cumprimento do papel socioambiental onde esta inserida. Interagir com o público, por meio da produção de conteúdo e da publicidade, por exemplo, permite que a empresa seja lembrada em momentos decisivos de escolha, de compra ou mesmo contribuindo nas ações de gerenciamento de crise caso possa existir.
Nesse contexto, é importante também lembrar que a estratégia de relacionamento deve estar embasada no antes, no durante e no pós-venda, fidelizando o cliente. E, claro, o marketing é fundamental nesse processo, revelando cada processo e gerando confiança ao cliente.
Além disso, tornar-se referência em determinado segmento é uma conquista que rende frutos em muitas áreas, não só no comercial. Além de impactar clientes, uma empresa bem posicionada no mercado também influencia as pautas da mídia, os formadores de opinião da área e outras referências do público.
Até aqui falamos sobre os produtores do segmento do agronegócio. Mas muito mais do que pensar no final da cadeia, o grande desafio para os resultados serem consistentes é como o profissional do marketing irá conduzir esse trabalho, que começa com o público interno, envolvendo todos os setores da produção e até mesmo a comunidade no entrono.
É importante que o profissional da área tenha uma visão sistêmica da cadeira produtiva. Um exemplo básico sobre isso é que quem está antes da porteira (dentro da fazenda) precisa ter uma compreensão de sustentabilidade e do que o consumidor final espera. Para quem está além da porteira, precisa entender cada passo necessário desde a preparação do solo até a exportação do produto.
Para o público de fora, muito além do marketing de varejo, é preciso informar, ensinar e ser totalmente transparente sobre posicionamento desses alimentos para saúde e nutrição, atuando na educação dos consumidores finais a respeito do uso da genética, fertilizantes, defensivos agrícolas, por exemplo.
Tudo isso é facilmente aplicável em todas as empresas do ramo do agronegócio, mesmo naquelas de menor porte. Basta saber explorar o valor agregado e os diferenciais que o produtor pode oferecer ao consumidor final.
Cláudio Cordeiro é publicitário, diretor da Fenapro, Sinapro/MT, Alap e Abcop. Presidente da Gonçalves Cordeiro.

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