Conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Antonio Joaquim, informou nesta sexta-feira (27) sua decisão de não mais protocolar mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça, contra o governador Pedro Taques (PSDB) para obrigar o Executivo a assinar seu pedido de aposentadoria da Corte de Contas.
O ato estava previsto para hoje, mas após a “reação” de Taques, que frisou ter prazo até o dia 8 de novembro para assinatura da aposentadoria, a assessoria jurídica do conselheiro afastado recomendou cautela.
O temor de Antonio Joaquim é de que a demora para conclusão do processo possa interferir nas suas ações de filiação ao PTB, devendo assumir a presidência da agremiação em Mato Grosso.
Afiado, o conselheiro afastado atribuiu a demora para assinatura de sua aposentadoria a uma estratégia do governador na tentativa de minar seus planos.
“Está clara uma jogada da velha política, de cerceamento. Ele (governador) quer impedir que eu me filie conforme a programação do partido. Eu não me aposento pela sua generosidade, me aposento porque é Lei”, disparou.
O afastamento do TCE se deu na esteira da Operação Malebolge da Polícia Federal, atingindo ainda os conselheiros Sérgio Ricardo, Waldir Teis, Valter Albano e José Carlos Novelli, citados na delação do ex-governador Silval Barbosa no quadro de recebimento de propina.

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