Onofre Ribeiro
Há menos de um mês entrou na pauta dos grandes questionamentos da vida atual, a questão dos gêneros humanos. Esse assunto sempre existiu em camadas superficiais do interesse coletivo. De repente, ele surgiu no cenário como um tema de urgência e coloca em xeque vivências inteiras.
A definição do sexo sempre foi clara na sociedade humana da forma consagrada: homem e mulher. Depois agregou como excepcionalidade o homem e homem e mulher e mulher. Agora tomou tantas versões que a cada dia surge uma nova variação em torno da sexualidade. Mas será mesmo só em relação à sexualidade? Penso que não!
Há uma rediscussão humana muito maior do que simples discussão dos gêneros. De tempos em tempos a humanidade põe-se a discutir determinados gatilhos de transformações comportamentais. É o caso. O tema está mais nas mãos da juventude atual e das gerações que chegam do que na vida dos adultos. Entre esses existem as três variações clássicas: homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher. Agora outras conotações interativas transformaram o gênero num assunto absolutamente político E controverso. Por que político? porque está em fase inicial de discussões e a partir delas surgirão guetos de pensamento e de posicionamentos iniciais de minorias. Porém, com tendência de absoluta generalização.
A tecnologia está nos levando muito depressa pra inteligência artificial e a consequente mutação dos papeis humanos no tradicional mercado de trabalho e mesmo diante da vida e dos nossos comportamentos. Mais do que isso. Está nos conduzindo pra novos patamares de vivências de modo a que as habilidades consagradas pra se viver, serão transformadas em habilidades hoje impensáveis. Traduzindo melhor: o ser humano vai trocar todos os seus papéis por novos protagonismos. Um deles, o sistema de reprodução humana sairá da esfera do sexo para a esfera das tecnologias. E aí, pra que servirá o gênero?
Sei que é muita pergunta pra pouca resposta. Mas sei também que de tempos em tempos surgem rupturas e disrupturas(ruptura da ruptura). Podem ser chamadas também de ciclos civilizatórios, quando tudo muda tudo. E se começa de novo.
Não é o que começa a acontecer justamente agora? E o gênero é só a ponta do iceberg?
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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