Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP) afirmou em entrevista ao FocoCidade, na manhã desta sexta-feira (8), que “poderá disputar a eleição de 2018”. Acentuou que “está avaliando o projeto com o grupo político e que tem até abril do ano que vem para decidir”. No entanto, existiria tendência em não disputar cargo eletivo, "para que possa demonstrar que não precisa de imunidade parlamentar para se defender", segundo fonte.
A declaração do ministro surge em reação às informações que circulam na mídia nacional e local de que ele havia desistido de disputar a reeleição ou outra candidatura, devendo abandonar a política por ter sido citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
“Não disse que não vou disputar. Eu disse que isso era uma hipótese, de ficar no ministério, mas não decidi”.
Maggi assinalou mais uma vez que “são mentirosas, levianas, infundadas e carecem da luz da verdade as acusações de Silval”. Disse que acredita no julgamento da Justiça e que “no momento oportuno farei defesa seguindo o rito processual, esclarecendo ilações a mim que não condizem com os fatos reais já que sempre procurei cumprir à risca a Constituição”.
O ministro evita aprofundar assunto quando o tema é a discussão no PP sobre os planos para o pleito geral. Considera que “ainda é muito prematuro fazer projeções e no momento oportuno o partido apresentará seus candidatos e posso ser um deles. Como eu disse, estou avaliando”.
A análise de Maggi passa pela possibilidade de permanecer à frente do Mapa até o final do próximo ano, sendo nesse viés posta a seara de desistência de disputar cargo eletivo.
No início desse ano, os planos do PP para o ministro chegaram a mensurar seu nome na disputa à presidência da República, sendo um campo posto a conhecimento do presidente Michel Temer (PMDB). Após ter seu nome exposto no cenário de delação, Maggi tem preferido medir o termômetro dos reflexos à sua imagem, que atingem os planos na iniciativa privada.
Bilionário do Grupo Amaggi, o ministro leva ainda para a balança o saldo a sua vida pessoal da atuação direta na política. “Discuto todas as ações, porque minha trajetória sempre foi pautada de ética e existem coisas que precisam passar pelo aval das pessoas mais importantes na minha vida: minha família”, assinalou.
Em março de 2015, a Revista Forbes colocou Maggi no ranking de bilionários, na 45ª posição, detentor de um patrimônio avaliado em cerca de U$ 1,2 bilhão ou o equivalente no período a R$ 5 bilhões.
Delação
Silval Barbosa acusa Maggi de ser o mentor de uma organização engendrada na gestão pública do Estado que teria lesado o erário em esquemas como a compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em um dos trechos da delação, o peemedebista citou Maggi no suposto acordo para que o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, mudasse sua versão junto ao Ministério Público Estadual (MPE) no curso da Operação Ararath, ao valor de R$ 6 milhões dos quais R$ 3 milhões teriam sido pagos pelo ministro.
Ao se reportar a esse quadro, hoje, o ministro reiterou que “o contexto da delação enquanto instrumento de combate à corrupção é reconhecidamente um avanço para o país. Mas têm lacunas que precisam ser observadas porque podem levar à execração pública citados sem a mesma ordem de ampla defesa e que podem não ter o grau de culpa ofertado ou mesmo não terem vínculo, sendo arremessados ao chão em um ato vil da mais cruel vingança de quem tenta se beneficiar da delação adotando métodos espúrios”.

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