Ex-secretário de Estado na gestão Silval Barbosa, e um dos alvos de várias ações do Ministério Público contra esquemas de desvio de dinheiro na máquina pública, Éder Moraes saiu em defesa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi na seara da delação do executivo da Odebrecht, João Pacífico, que apontou pagamento de propina em favorecimento à campanha de 2006.
Em entrevista à Rádio Capital, nesta terça-feira (15), o ex-secretário pontuou que "eu duvido de que o ex-governador Blairo tenha tido qualquer participação num evento desses de suposto pagamento de propina. Primeiro que ele não precisa. Segundo que não tinha necessidade. Terceiro que a campanha dele, ele praticamente banca sozinho”.
A delação da Odebrecht pontou que em troca de favores para que a empresa recebesse dívida antiga da União, teria sido repassado R$ 12 milhões para apoio à campanha de Maggi em 2006. Esse montante teria sido entregue a Éder Moraes.
O ex-secretário neva com veemência ter participado do acordo.
"Em nenhuma campanha, nem nessa, nem em qualquer uma outra, o governador Blairo Maggi me deu autorização para falar em recursos financeiros. As minhas participações nas campanhas eleitorais eram apenas no envolvimento com os movimentos sociais e todos sabiam disso", assinalou.
Na entrevista, ele também nega ter atuado em esquema de compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que passa por investigação e que levou ao afastamento da função do conselheiro Sérgio Ricardo.
"Eu não tenho nada a ver com isso e jamais foi pedido, negociado ou pago propina, pelo menos com participação de Éder Moraes e do ex-governador Blairo Maggi.”

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