Da Redação - FocoCidade
O impacto do custeio dos hospitais filantrópicos aos cofres do Estado e a busca de solução para os repasses foi pauta de reunião entre o governador Pedro Taques (PSDB) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), na terça-feira (18). Representantes dos hospitais filantrópicos também participaram do encontro, a fim de buscar acordo com o Estado.
O Estado pontua "não haver dinheiro novo, sendo urgente revisão das contas públicas para apresentar proposta que resolva o quadro".
Existe temor de paralisação dos serviços nas unidades de saúde, considerando o alto custo mensal dos hospitais, endividamento e déficit. Os representantes dos hospitais alertaram o Governo "que as contas estão no limite".
Secretário adjunto da pasta de Saúde, Wagner Simplício, afirmou que será necessária uma revisão das contas internas para adequar a situação.
“Os hospitais filantrópicos apresentaram para o Estado seus déficits, pedindo então um aporte para a Secretaria de Estado de Saúde. Da mesma forma, nós colocamos as dificuldades que existem hoje no Governo do Estado, na Secretaria de Saúde, e o esforço que nós estamos tendo no sentido de buscar o equilíbrio das contas, fiscal e orçamentário, para diminuir os custos e garantir a credibilidade junto aos fornecedores e compras de serviços e, assim, manter o fluxo”, explicou Wagner Simplício.
O secretário adjunto pontuou que há um impasse para que se possa encontrar um novo recurso que venha a sanar a situação. “Sem novo dinheiro para o governo e para a Secretaria de Saúde, não há como aumentar o endividamento da Secretaria e resolver esse déficit. Portanto, chegamos à conclusão de que existe a necessidade de revermos as nossas contas internas. O governo fará o seu dever de casa”.
Simplício argumentou que há uma solicitação do prefeito de Cuiabá para que seja realizado um estudo interno com a equipe técnica tanto no governo do Estado quanto na prefeitura. “Nós vamos fazer todo esforço no estudo das contas das entidades filantrópicas para que possamos verificar a possibilidade de haver alguma transferência extra” disse, salientando que o Estado passa por dificuldades orçamentárias.
Atualmente, as entidades precisariam de R$ 5 milhões por mês para manter as contas em dia. “Hoje, R$ 8 milhões é o valor para se transferir para atenção básica aos municípios”, salientou o adjunto da Saúde.
Emanuel Pinheiro afirmou que sua gestão está afinada com o governo do Estado e se colocou como parceiro na solução do problema com as entidades filantrópicas. "Temos que nos unir cada vez mais para superar essa tempestade e essa instabilidade na saúde pública. Os filantrópicos são fundamentais para garantir uma saúde pública humanizada. Eles atendem o interior do Estado, então é hora de cada um reunir a sua equipe, tentar esticar a corda e buscar as alternativas para evitar que a saúde pública entre em colapso com a instabilidade na situação dos filantrópicos”, disse ele.
Ambos deverão se reencontrar essa semana, após reuniões com suas respectivas equipes econômicas, para debater as alternativas. (Com assessoria)

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