Onofre Ribeiro
Escrevi neste espaço na semana que passou um artigo com o título “No ar...”, referindo-me às transformações pelas quais passa o mundo e, particularmente, o Brasil, neste momento, visando esse terceiro milênio. Na verdade, desde os anos 1970 o mundo vem derrapando em poderosas transformações que tiveram o seu auge em alguns momentos que recordo abaixo:
1 – o surgimento da internet em 1995. Mudou completamente a face do mundo e permitiu a globalização da economia e das nações, uma vez que eliminou as distâncias geográficas. Determinou todo o rumo de todos os negócios mundiais;
2 – o “bug” do milênio, na passagem do século 20 para o 21. Acreditou-se que os computadores não tivessem sido programados pra mudar automaticamente pra 2000. O mundo todo pararia: aviões, aeroportos, navios, hospitais, tudo, enfim;
3 – o fim das ideologias que começou na eleição presidencial norteamericana em 2017, as imigrações árabes e africanas pra Europa, assim como a o fim das ideologias na França e resto da Europa, junto com o “brexit”, a saída da Inglaterra da União Européia.
Somados a outros fatores que se desdobram disso tudo, está claro que esta sequência de fatos teve o poder de mudar todas as caras do mundo. Na esteira tecnológica veio todo o universo tecnológico. Dele, extraem-se algumas coisas particularmente explosivas, como as redes sociais, por exemplo. Sozinhas elas mudaram de fato a cara das comunicações, das informações e deslocam rápido o eixo dos poderes político e econômico mundiais. Mas se colocarmos na lista a Inteligência artificial e o poder das discussões sobre a sustentabilidade ambiental, podemos dizer que o mundo evoluiu séculos a partir de 1970.
Ponha-se ainda na discussão o perfil das juventudes mundiais que estão povoando o planeta a partir dos anos 1980, os chamados índigos, depois os cristais e os diamantes ou das estrelas. Uma sucessão de mudanças de caráter, de ética e de percepções sobre valores tradicionais como o trabalho, família, relações sociais, educação e política, arrasam tudo que se tinha por verdadeiro em todo o mundo.
Encerro este artigo, mas não o assunto, dizendo que: ora, convenhamos, tudo isso é fruto do acaso e não tem por detrás um poderoso planejamento em campos subjetivos espiritualistas que aos poucos chegam ao nosso alcance humano? Fica a reflexão pra um próximo artigo...
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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