Da Redação - FocoCidade
Gaeco apresentou balanço da segunda fase da Operação Convescote, nesta sexta-feira (30), reafirmando a existência de um esquema milionário em contrato realizado entre Assembleia Legislativa e Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp), que lesou os cofres públicos em mais um escândalo de desvio de dinheiro público no Poder Legislativo de Mato Grosso.
O Gaeco, composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar cumpriu nesta sexta feira, 13 mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital.
As 13 pessoas foram encaminhadas para sede do Gaeco e interrogadas por promotores e delegados de polícia que compõem o grupo. De acordo com os promotores de Justiça, foi necessária a condução pelo fato de terem sido encontrados indícios de falsidade nos relatórios de atividades das empresas investigadas, conforme se apurou nos documentos apreendidos na primeira fase da operação na Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp).
Segundo os promotores, essas empresas teriam sido contratadas pela Fundação para prestar serviço em diversas áreas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Assembleia Legislativa, Prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura, mas não teriam executado o trabalho, apesar de terem recebido para isso.
Na Casa de Leis, o contrato com a Faespe no período de 2015 a 2016 foi da ordem aproximada de R$ 40 milhões.
A operação visa desarticular uma organização criminosa engendrada para saquear os cofres públicos, notadamente recursos públicos da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso e Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por intermédio da Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual).
Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa. Entre os alvos dos mandados estão servidores do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, bem como funcionários do Sicoob e Faesp. (Com assessoria)

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