Onofre Ribeiro
Dia desses tive o prazer de receber em casa por gentileza do secretário estadual de Cultural, meu amigo maestro Leandro Carvalho, um exemplar do livro “As aventuras de Rondon”, e do “Manual do Professor”, que o acompanha. Nesta quarta-feira ele foi à comunidade de Mimoso, no Pantanal, entregar na “Escola Santa Claudina”, os primeiros exemplares da obra. O nome da escola é uma homenagem à sua mãe Claudina.
Tenho criticado muito o descaso com a memória de Rondon. Nascido no Mimoso em 1865, fez história, lidou com índios, demarcou parte da região Amazônica, estendeu fios telegráficos, fez anotações e mapas, pesquisou flora e fauna. Contudo, aos poucos foi sempre lembrado como um mero aventureiro do século passado. Definitivamente não foi. Ao contrário, considerado um dos três maiores exploradores do planeta, em Mato Grosso sempre foi tratado como um personagem menor.
Amarga injustiça.
O livro “As aventuras de Rondon” foi produzido em parceria do Governo de Mato Grosso e o Instituto Maurício de Sousa. O bom da obra é que ela é ilustrada pelos ilustradores habituados a desenhar os personagens clássicos da Turma da Mônica de Mauricio de Souza, como Mônica, Cascão, Cebolinha, Chico Bento, Magali, Jotalhão, Piteco e tantos. Portanto, tem uma linguagem fácil com os jovens de muitas gerações.
A linguagem do livro é leve e textos curtos sintetizando os momentos, as aventuras e a vida do grande sertanista e militar brasileiro. Para os jovens de hoje, pouco afeitos a leituras densas, nascidos na época de “nativos digitais”, “As aventuras de Rondon” são adequadíssimas pela facilidade de leitura e pelo conteúdo de fácil assimilação.
Já para os professores o “Manual do Professor” é uma fonte de orientação para ampla utilização da obra e dos textos, com sugestões de abordagem e discussões. Li o livro e o manual. Confesso que fiquei encantado!
Especialmente, muito feliz com uma abordagem didática nova de personagens, principalmente quando trata de Rondon e tira-o das prateleiras empoeiradas das bibliotecas e das placas com nomes de ruas. Rondon merece ser conhecido pela juventude pra que seu exemplo de vida nunca morra, ao estilo de sua célebre frase sobre a convivêncIa com os índios, ainda hoje atualíssima: “morrer se preciso for. Matar nunca”.
Espero que o Governo de Mato Grosso e a Secretaria de Cultura não percam essa veia que descobriram e reescrevam em nova linguagem a grande história de nosso Estado.
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso
onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

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