Da Redação - FocoCidade
Deputado Gilmar Fabris (PSD) disse que levará ao Ministério Público Estadual (MPE) denúncia de irregularidades na atuação do ex-diretor do Hospital Regional de Sorriso, Roberto Satoshi Yoshida.
O parlamentar, filiado ao PSD, da base do Governo, reagiu no Parlamento em defesa do Estado após o médico ter "chorado" em entrevista à imprensa no relato do atraso de recursos para o Hospital de Sorriso.
Segundo Fabris, ao mesmo tempo em que exercia a função pública, Roberto Satoshi mantinha contrato com a administração pública e recebeu nos últimos dois anos e três meses aproximadamente R$ 3,2 milhões. Os registros dos pagamentos podem ser conferidos no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan).
“Vou encaminhar essa documentação ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina para apurar a conduta deste cidadão que se diz preocupar com a saúde pública, mas estava mesmo mais preocupado com o seu faturamento”, disse.
A Lei Complementar 04/1990, que trata do Estatuto dos Servidores Públicos, cita expressamente no artigo 144 que é proibido ao servidor público se valer do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem em detrimento da dignidade da função pública.
Ainda está proibida a participação em gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio e, nessa qualidade, transacionar com o Estado.
O deputado pontuou que em 2015, a empresa Roberto Sathoshi & Cia Ltda recebeu R$ 1,838 milhão em razão de contratos mantidos com os cofres públicos. Em 2016, correspondeu a quantia de R$ 904,714 mil. Em 2017, em cinco meses de contrato, já foi registrado o pagamento de R$ 510,544 mil.
O deputado Gilmar Fabris ainda ressaltou que com a experiência de seis mandatos no Legislativo sempre identificou que a saúde pública enfrenta dificuldades em razão do aumento da demanda nos municípios.
Diante disso, frisou que tem contribuído com a destinação de emendas parlamentares para favorecer diversos municípios de Mato Grosso. “Já totalizamos R$ 5 milhões em emenda para saúde dos municípios e estou aberto ao diálogo para auxiliar naquilo que for necessário”.
Fabris ainda ressalta que uma suspeita de irregularidade cometida por um médico não pode prejudicar toda a categoria. “Existem ótimos profissionais da saúde em Mato Grosso, nos diversos setores, que mesmo diante da dificuldade do dia a dia trabalha e muito para salvar vidas e oferecer qualidade ao cidadão”. (Com assessoria)

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