“Essa empresa tem operação em quase todo o Brasil, especialmente no nosso estado. Praticamente 70% dos abates de bovino estão na mão da JBS. Os preços já começaram a se deteriorar e quem vai pagar essa conta vai ser o produtor, lá na ponta. O problema vai ser para quem vender, nos próximos dias, os animais que estão prontos para o abate.” O alerta do deputado federal Adilton Sachetti (PSB), sobre as consequencias para o setor agropecuário no cenário da delação da JBS, foi observado junto a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, nesta semana.
Segundo o deputado, se a JBS parar de operar, não tem para quem vender. “Aqui vai uma crítica àqueles que comandaram o país nos últimos anos, por terem aceitado e terem criado essas empresas globais. As empresas ditas campeãs são, na verdade, campeãs da desgraça que está chegando à porta de quem produz. É uma preocupação com o Brasil. Se o agronegócio parar, para o país. Não adianta nos iludirmos”, desabafou.
Sachetti explicou que, em Rondonópolis por exemplo, há quatro frigoríficos, três de grande porte e um de pequeno porte. E, em Pedra Preta, cidade vizinha, existe uma unidade da JBS, que alugou as outras duas unidades de Rondonópolis, mantendo-as fechadas e pagando aluguel para não ter concorrência. “Se, agora, a empresa não comprar mais ali na região, como é que se reativa os outros frigoríficos? Onde é que vão buscar e treinar pessoal? Onde essas unidades vão reabrir o mercado? Quanto tempo isso vai demorar?”, indagou.
Para o parlamentar, é hora de se discutir um encaminhamento para tentar prever o que vai acontecer. “A gente é achincalhado, atacado por aqueles que só fazem discurso e nunca tiveram uma galinha pra dar de beber água. Não se vê ninguém sugerindo nada, a não ser discursar e colocar a questão política em primeiro plano, se esquecendo de que, lá no interior, lá no campo, tem alguém que precisa ter ganho, precisa ter renda para poder sustentar sua família, o seu negócio”, finalizou. (Com assessoria)

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