Da Redação - FocoCidade
Governador Pedro Taques (PSDB) afirmou não ter conhecimento de grampos ilegais. “Eu não posso ser comparado a Hitler sem ter conhecimento de documento. Reconheço que os fatos são graves e precisam ser investigados”.
Taques asseverou que irá representar o promotor de Justiça, Mauro Zaque, junto à Corregedoria do Ministério Público e ainda no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de apresentar defesa junto à Procuradoria Geral da República, que investiga o caso.
O chefe do Executivo estadual rebate a pontuação do promotor, que sustenta ter o governador ciência do ocorrido em relação às escutas ilegais.
Em coletiva à imprensa, na tarde desta sexta-feira (12), Taques disse que foi comunicado por Mauro Zaque sobre possíveis procedimentos ilegais em sistema de escuta à época em que o promotor estava à frente da Secretaria de Segurança do Estado. “Eu disse, ponha no papel, aos costumes”.
No dia 8 de outubro de 2015, Zaque protocolou junto ao Governo o ofício, em período em que o chefe do Executivo cumpria agenda fora do Estado. Taques em seu retorno teria solicitado encaminhamento junto ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), considerando “não ter atribuições para investigar”.
“Depois perguntei para o Mauro Zaque (sobre o documento), e ele respondeu pelo arquivamento.”
Taques classificou de “fraude” um segundo ofício que teria sido encaminhado por Mauro Zaque ao Governo, desta vez contendo novas informações. “Mauro Zaque diz que tínhamos conhecimento e não tomamos providência. Não tomei conhecimento do 2º documento. Não houve circulação do documento na Casa Civil”, disse o governador ao apresentar o número de protocolo 542635/2015, de 14 de outubro de 2015, como sendo um processo da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). O número faria, segundo o promotor, referência ao 2º ofício.
“Esse mesmo número é um processo da Sinfra. Esse número existe na Sinfra”, rebateu Taques em menção ao protocolo do 2º ofício que teria sido levado a conhecimento do Executivo. “Isso aqui é uma fraude, o mesmo número em dois documentos”, disparou.
O governador reafirmou que a saída do chefe da Casa Civil do satf, Paulo Taques, foi a seu pedido para “defender sua honra”.

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