Política
22 Jul 2026 17:45

Convenção do PL: candidato ao Governo, Wellington Fagundes manda recado

Convenção do PL: candidato ao Governo, Wellington Fagundes manda recado

“É um desafio. Mas eu acredito, tenho fé e vamos vencer”, disse Wellington Fagundes, durante a convenção do partido - realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, como candidato do PL na disputa ao Governo de Mato Grosso/Eleições 2026.

Ele cravou que eleição ganha é só depois de contabilizar os votos, que pesquisas refletem o momento, e que o melhor para a população é ter direito ao poder de escolha entre vários nomes, num claro “recado” de que o PL disputará o comando do Estado.     

A convenção do PL foi ainda uma resposta objetiva às articulações que continuariam no contexto político visando barrar sua candidatura – passando pela composição de outros partidos ao projeto nacional do PL, com Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência. Recentemente, líderes da nacional do partido refutaram essa possibilidade, como o próprio Flávio, condicionando apoio a Fagundes, que fará parte da convenção nacional do PL, no dia 25, em São Paulo. A legenda tenta selar aliança nacional com o Republicanos – e projetos nos estados passam pelas vias de análise.

Participação   

O ato político com integração de líderes, prefeitos, representantes do interior de Mato Grosso, centenas de pessoas (inclusive com membros de comunidades indígenas) - contou com a presença da esposa do senador, Mariene Fagundes, representantes da sigla como o presidente, Ananias Filho, do empresário Odilio Balbinotti, confirmado primeiro-suplente de José Medeiros (PL) na disputa ao Senado.

A escolha do vice na chapa majoritária ainda não estaria definida e Fagundes repetiu que o perfil buscado não necessariamente seguirá o quesito “gênero” e sim alguém que possa agregar, somar por um “novo Governo para MT, com justiça social”. Foi mencionado o nome do empresário Marcelo Maluf (Novo).  

Discurso

Antes da coletiva à imprensa, Wellington fez um discurso categórico em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, pontuando a necessidade de que tenha direito à voz na liderança política inerente do PL no país. Acentuou críticas ao Governo Lula e citou a urgência de cortes em despesas e enxugamento da máquina pública. Essa sempre foi uma luta de Bolsonaro e da sociedade de forma geral, independente de cor partidária.

Coletiva

A entrevista, de aproximadamente duas horas, foi abordada sobre os mais diversos aspectos, passando das propostas de Fagundes para o Governo de Mato Grosso, caso seja eleito, às tratativas políticas.

Perfil municipalista

Conhecido pelas ações direcionadas aos municípios, em 33 anos de mandato (seis consecutivos como deputado federal/segundo como senador), ele fez ponderações sobre o atual formato de gestão estadual e de resultados na ponta, perfazendo um "parecer" de um “Estado de poucos ricos assolado pelo abismo da pobreza”.

Não é preciso pesquisar para se chegar a um senso comum: em que pese ações sociais de governos passados e recentes, é um fato o crescente endividamento das famílias – atingindo inclusive alguns grupos de agro, indústria, comércio, prestação de serviços (leia-se as ações para Recuperação Judicial que lotam o estoque do Judiciário) e o pobre assalariado.

Nessa seara, considerou que pretende imprimir mudanças profundas, baseadas em estudos técnicos, para reduzir as diferenças das mazelas sociais e fazer com que a população que mais precisa, tenha o pão em cima da mesa sem ter que sacrificar. Qualidade de vida para os pobres, foi uma das metas apresentadas.

Transformação do Estado

Fagundes descreveu um dos eixos do Plano de Governo, que deve ser registrado junto à Justiça Eleitoral, com reavaliação de destinação e aplicação de recursos públicos (que é dinheiro do contribuinte que paga impostos).

Segundo ele, todas as áreas de gestão devem passar por revisão, mirando o desenvolvimento socioeconômico social e ambiental. Lembrou as medidas sobre o Pantanal Mato-grossense e lamentou a dispensa em governo passado de recursos do BID Pantanal – agora retomadas em novo modelo.

Educação e saúde

Outro destaque durante a coletiva foi o olhar crucial do candidato sobre a destinação do dinheiro do Fethab – Fundo Estadual de Transporte e Habitação, que ele entende, deve ser aplicado ao pé da letra, para sua real finalidade a que foi proposto. Por vezes, a remessa desses recursos não obedeceriam os percentuais e áreas previstas na inicial da proposta, atingindo setores como a habitação, disse ele.

Governo Descentralizado

Wellington disse que se eleito for, fará um Governo descentralizado, com administrações regionais, sendo uma forma de atender melhor as demandas de todos os municípios de Mato Grosso.

Lembrou que a ausência do Estado no passado da história de Mato Grosso, com regiões como o Vale do Araguaia que chegou a consolidar movimento em defesa dessa ideia. Com o passar dos anos e medidas atenuantes de Governos, essa “tensão” foi superada, mas ainda existe insatisfação no interior, e Fagundes diz que será uma agenda prioritária.

Estradas e vias de escoamento da produção

Ele também foi questionado pela imprensa acerca de seu “poder” de atuação no passado junto ao DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e respondeu: sim, atuou de forma ininterrupta para conseguir mais recursos para as estradas do Estado de Mato Grosso, sendo o papel de um parlamentar em defesa das cidades, onde moram as pessoas.

Tratou de questões como outras vias de escoamento de produção, como as hidrovias, e prometeu – se vencer as eleições, atenção especial para esse tema, sendo possível na sua análise, investimento em outros meios para baratear os custos.

Apoio de prefeitos

Wellington Fagundes fez questão de acentuar que quem dita as regras durante as Eleições é o partido e minimizou rusgas internas. Na convenção, o clima foi marcado pela aparente harmonia, e de “divergências já superadas”.

Contudo, sendo indagado sobre eventual neutralidade ou perda de apoio direto de alguns prefeitos do PL, disse que espera contar com todos. Admitiu que é comum gestões atravessando momentos difíceis, caso de Várzea Grande, sob Flávia Moretti (que conta com Decreto de Calamidade Financeira e fiscal – após bloqueio da Justiça de cerca de R$ 19 milhões em razão de atrasos no pagamento de precatórios), terem que buscar alinhamento com gestão estadual.

Assim, Fagundes chegou a ler mensagem que enviou à prefeita de VG, que teria feito um dramático desabafo acerca da situação financeira da cidade. Ele observou que demonstrou compreensão com esse quadro, e que solidarizou. “Eu disse que compreendo a situação e me coloquei à disposição para fazer tudo o que puder para ajudar Várzea Grande, como sempre fiz, até porque todo gestor deve governar para todos, para o povo, independente de questões políticas”.  

Dados da Assessoria:

“Natural de Rondonópolis (MT), Wellington Antônio Fagundes, de 69 anos, é médico veterinário formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB). Com mais de 33 anos de atuação política ininterrupta, exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal, totalizando 24 anos na Câmara dos Deputados, antes de ser eleito senador por Mato Grosso.

Ao longo da carreira parlamentar, participou da elaboração e defesa de projetos em áreas como saúde, infraestrutura, assistência social, desenvolvimento regional e educação. Entre as iniciativas de sua trajetória estão propostas relacionadas ao Estatuto do Idoso, à criação da Universidade Federal de Rondonópolis, ao repasse de recursos do Fundo de Auxílio às Exportações (FEX) para Mato Grosso, ao Estatuto do Pantanal, além de projetos voltados aos direitos das pessoas com visão monocular, ao fortalecimento do setor cultural e ao incentivo à produção de vacinas durante a pandemia da Covid-19.”

Convenções/Justiça Eleitoral

As convenções partidárias seguem até o dia 5 de agosto e até lá, continuam as tratativas para fechamento oficial das chapas. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.  

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