O senador Wellington Fagundes (PL/MT) liderou, nesta semana, encontro no Ministério dos Transportes para tratar da liberação das obras do lote A da BR-242, no trecho entre Santiago do Norte e Gaúcha do Norte.
A reunião foi articulada pelo parlamentar na condição de presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) e contou também com a presença do senador Jayme Campos (União/MT), das deputadas federais Coronel Fernanda (PL/MT), Gisela Simona (União/MT) e do deputado federal Coronel Assis (União/MT). Além dos parlamentares, participaram representantes do DNIT, do Ibama, da Funai e mais de 70 lideranças de Mato Grosso, entre prefeitos, vereadores, empresários e entidades do setor produtivo.
O coordenador-geral de Meio Ambiente do DNIT, João Felipe Lemos, detalhou o andamento dos estudos. “Já existe um termo de referência para que todo o território do Xingu seja estudado. Estamos concluindo os trabalhos junto às comunidades indígenas. A previsão é realizar em novembro a última campanha de campo, o que permitirá fechar o estudo até janeiro e dar condições para que o Ibama emita a licença”, explicou.
Ele acrescentou que o DNIT trabalha para encurtar os prazos. “Normalmente seriam necessárias duas campanhas, mas conseguimos flexibilizar para realizar apenas uma. Isso deve acelerar o processo”, completou.
Wellington lembrou que a rodovia é uma luta antiga de seu mandato e que continuará cobrando agilidade do governo federal. “A BR-242 é um sonho antigo que já avançou em alguns trechos, mas ainda falta concluir. As licenças ambientais têm atrasado muito, e agora tivemos o compromisso do DNIT e do Ibama de entregar até fevereiro as autorizações para garantir trafegabilidade. Precisamos diminuir acidentes e fortalecer a produção. O que queremos é menos burocracia e mais desenvolvimento”, afirmou.
O senador também citou a situação do contorno na Reserva Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista (MT), considerada um dos principais entraves da BR-158. “Esse contorno é um problema criado pela própria Funai e pelo Ibama, que está sendo executado de forma muito lenta. Por isso estamos cobrando celeridade do Ministério dos Transportes e do DNIT para dar andamento às obras”, destacou.
Odir José Nicolodi, o Caçula, presidente da Comissão Pró-Logística da Conclusão da 242, reforçou a importância da estrada para a região. “Esta BR é muito importante para o escoamento da produção e para a sobrevivência de milhares de famílias do Vale do Araguaia. Não se trata apenas de uma demanda regional, mas de um compromisso nacional com o produtor que alimenta o Brasil e o mundo”, afirmou.
O vereador Jocasta Porto, de Canarana (MT), também cobrou prioridade e compromisso imediato do governo federal. “O Vale do Araguaia já foi chamado de Vale dos Esquecidos. Hoje é uma região que produz, que ajuda a balança comercial do Brasil, mas continua precisando de atenção. Foi estabelecido um prazo, e nós vamos cobrar para que seja cumprido”, ressaltou.
Representando a Aprosoja/MT, Lucas Beber destacou o impacto da rodovia no agronegócio. “A BR-242 é estratégica para garantir competitividade ao agro do Araguaia. Cada ano de atraso significa perda de renda, de empregos e de oportunidades para o Mato Grosso. Precisamos de agilidade no licenciamento e no início das obras”, frisou.
Diante do contexto do licenciamento ambiental em curso, Fagundes ressaltou na audiência que o mais importante agora é que DNIT coloque os recursos necessários e priorize os serviços de manutenção na BR-242 nos trechos federalizados, e entre Alto da Boa Vista e São Félix do Araguaia. Ressaltou também que a trafegabilidade aos usuários seja garantida no trecho da BR-158 que corta a reserva indígena Marãiwatsédé.
Fonte: Assessoria

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