• Cuiabá, 18 de Junho - 00:00:00

O conto da República


Sonia Fiori

Mais ou menos 20 horas, o filho pede à mãe contar uma história para dormir. Ela então, resolve ir um pouco mais além, sair do padrão comum e ensinar noções sobre os fundamentos que regem a vida de toda população. 

A história - diálogo:

"Filho, há muito tempo, numa República linda, as pessoas viviam felizes, porque estavam sob o devido cuidado de todas as autoridades que comandavam aquela nação. Mas um dia, tudo mudou."

- "O que aconteceu mamãe?"

"Surgiu um vilão, o nome dele era Ganâncio. Aos poucos, ele conseguiu contaminar os detentores de poder - que até então se respeitavam e mantinham a autonomia das ações. 

- "Não entendi mãe. Como assim?"

- "Filho, quando o Ganâncio chegou, conseguiu infiltrar a cobiça e a vaidade. Pra você entender melhor: eles esqueceram do equilíbrio de forças, ficaram amigos de cozinha, ao ponto de envergonhar até alguns pares, e assim o povo padeceu.."

- "Por quê?"

- Porque os interesses próprios falaram mais alto do que os da população. Assim, o Ganâncio com sua extrema astúcia conseguiu transformar a República num lugar inóspito, onde as pessoas sofriam muito para poder sobreviver, pagando impostos altíssimos, que enchiam os cofres desses comandantes, e também deixavam as famílias quase sem comida."

- "Nossa mamãe, que história triste, tadinhas dessas pessoas."

- "Não filho, não fique triste. É apenas um conto! Para você saber o quanto é importante se manter a autonomia entre aqueles que governam os países, os estados, os municípios. E não se preocupe, é apenas uma história da terra do Tão Tão Distante!".

- "Ainda bem mamãe. Eu já tava assustado. Mas agora estou feliz, porque onde estamos não é assim!".

-  "Ainda bem meu filho!" 




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