• Cuiabá, 21 de Fevereiro - 00:00:00

Senador lembra prejuízos e critica demora na liberação de madeira para exportação


Da Redação

Lembrando "prejuízos" ao setor - o senador Jayme Campos (União-MT) esteve no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para intervir junto ao presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, em favor do Setor de Base Florestal de Mato Grosso.

Campos criticou a "demora" nas ações sobre liberação de madeira para exportação. 

O setor se queixa das paralisações e da falta de servidores do Ibama no Porto de Paranaguá, prejudicando a liberação e o embarque das cargas. “Há quase três meses dessa situação, onde quase tudo está travado. A estrutura está muito aquém do necessário. Muitos pedidos estão sendo cancelados devida a demora na liberação dessas cargas. Os empresários locais somam prejuízos incontáveis”, destacou o senador.

Jayme Campos afirmou também que o setor está produzindo de forma legal e com sustentabilidade, gerando emprego e renda, mas que a falta de estrutura do Ibama está criando uma crise sem precedentes para setor e todos os outros seguimentos que dependem desse viés econômico.

Para o empresário Frank Rogieri de Souza Almeida, presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), que participou de forma virtual da reunião, a solução mais urgente seria a utilização do Porto Seco em Cuiabá, e a colocação de mais funcionários para o atendimento das demandas.

O presidente do Ibama disse ao senador que é favorável à utilização do Porto Seco e que só precisa ser analisada a questão de logística. Rodrigo Agostinho informou que deverá ir pessoalmente ao Porto de Paranaguá para averiguar o movimento que está retardando as exportações. Segundo disse, não é uma situação normal.

Ele afirmou que o porto hoje conta com 10 funcionários e que o Porto de Belém conta com 15 servidores do órgão. O movimento dos servidores ambientais do Governo Federal deve se manter por pelo menos mais alguns dias. A mais recente rodada de negociação terminou sem acordo, com os representantes da Associação Nacional dos Servidores Ambientais (ASCEMA) reclamando da “insuficiência” da proposta apresentada pelo governo. Jayme Campos, todavia, disse que o setor produtivo está sendo duramente penalizado.

Manejo Sustentável – As vendas de madeira mato-grossense para outros países movimentaram US$ 70,9 milhões em 2023. Comparado com os demais estados exportadores brasileiros, Mato Grosso ocupa o 4º lugar no ranking nacional, ao embarcar 68.677 toneladas do produto florestal para o exterior, de janeiro a setembro de 2023.

A madeira do Estado é extraída de áreas com projeto de manejo florestal sustentável, segundo observou o senador Jayme Campos, ao criticar os prejuízos causados ao setor e também a economia do Estado.

 

Com Assessoria




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