Política
24 Sep 2017 11:10

'Um fundo deverá nascer da contribuição dos que acreditam no partido', sugere João Edison

'Um fundo deverá nascer da contribuição dos que acreditam no partido', sugere João Edison

Diante dos escândalos sucessivos de corrupção no país e no Estado de Mato Grosso, leia-se a delação “monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a sociedade pede “seriedade”. Essa seriedade também pode ser a resposta para pontos polêmicos da reforma política, como a criação do fundo especial de financiamento de campanha, e em modelo pautado “na contribuição fiscalizada” dos que integram os partidos.

A alternativa é assinalada pelo professor e analista político, João Edison. “Partido político tem que ser algo sério. Para alguém pertencer a um partido terá que comungar com a filosofia do partido, terá  que acreditar na ideologia deste partido, e se assim for os filiados entenderão que para este partido crescer terão que fazer ele grande e para tanto um fundo partidário deverá nascer da contribuição dos que acreditam nele, (as igrejas cresceram com dízimos), e aí quem usa e vive deste partido deveria pagar mais, (os eleitos, o indicados nos cargos públicos)”, destaca.

Partido político tem que ser algo sério.

A fidelidade à agremiação poderia, na avaliação de João Edison, se transformar em instrumento balizador de uma nova dinâmica de ações por meio do comprometimento direto dos filiados.

“Com isso, acredito que facilitaria a fidelidade e o combate à corrupção. E as pessoas pensariam mais antes de filiarem alguém ou deixar a sigla para ir para outra. Isso seguindo os moldes empresariais”.

Contrário ao financiamento público

“Sou contra o financiamento público de campanha. Não sou contra a doação privada para o partido, sou contra a doação para o candidato. Quem deve fazer a distribuição é o partido de acordo com critérios universais, e pagar imposto de tudo que arrecada, e de tudo que distribui.”

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