Lista de grampeados no Estado chega na esfera da Justiça
No esquema de grampos ilegais em Mato Grosso constam novos nomes, como do desembargador aposentado José Ferreira Leite.
Os nomes surgem numa lista extensa em codinomes utilizados para maquiar o verdadeiro “grampeado”, numa montagem autorizada pela Justiça, comarca de Cáceres, objetivando oficialmente investigar o tráfico de drogas pela Polícia Militar.
José Ferreira Leite aparece como “capanga Fazenda Grandene”.
Os grampos ilegais atingiram ainda a esfera da Justiça, como o advogado e servidor de carreira do Tribunal de Justiça, Batilde Jorge Moraes Abdalla. Também aparecem nas escutas ilegais o vereador licenciado e secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Vinycius Clovito (PP). O secretário, por meio de nota, esclareceu que a linha telefônica era utilizada por seu pai, o ex-vereador Clovito Hugueney (falecido).
Nesse cenário, surge o assessor do deputado Wagner Ramos (PSD), Eduardo Gomes Silva Filho.
Além do jornalista José Marcondes, o Muvuca, também foi grampeada a jornalista Larissa Malheiros, que responde pela assessoria da Polícia Militar.
Ex-servidor da Assembleia Legislativa, Carlinhos Bergamasco, a filha do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, Kelly Arcanjo Ribeiro Zen e a servidora da Casa Militar, Gisele Bergamasco também estão nesse quadro.
Assessor do vice-governador Carlos Fávaro, Kembolle Amilkar de Oliveira; servidor do Legislativo, Mário Edmundo Costa Marques Filho além de médicos, como do Hospital Santa Rosa, Luciano Florisbelo da Silva, foram postos na "arapongagem" que o Governo do Estado nega conhecimento prévio, e destaca ter determinado investigação.