Da Redação - FocoCidade
Deputado Zeca Viana (PDT) questiona o montante a ser aplicado nas obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), de R$ 922 milhões, e sugere a execução do modal via PPP (Parceria Público Privada).
Em suas críticas, Zeca pontua "que o governo do Estado quer fechar acordo com o consórcio e retomar as obras apesar de todas as irregularidades que foram encontradas no processo licitatório e na condução dos trabalhos durante o governo Silval Barbosa (PMDB)".
“Se nós temos um parecer [da CPI] de que esse consórcio [do VLT] não pode continuar, porque já roubaram o que puderam no tempo do Silval. Como o Estado vai aguentar essas falcatruas? Onde está a seriedade desse governo?”, afirmou.
O relatório final da CPI, presidida pelo deputado Oscar Bezerra (PSB), recomenda que o consórcio VLT devolva ao Estado R$ 315 milhões devido às irregularidades constatadas.
Durante a sessão desta terça, foi apresentada uma emenda pelo deputado Mauro Savi (PSB) para incluir a recomendação de rescisão do contrato com o consórcio VLT e o encaminhamento dos documentos para investigação pelos órgãos competentes.
Devido às alterações, a votação do relatório final da CPI das Obras da Copa foi adiada para esta quarta-feira (26), quando também será analisada a emenda apresentada pelos membros da comissão.
Empresa interessada - O deputado Zeca Viana revelou ainda que há uma empresa chinesa interessada em retomar as obras do VLT com dinheiro próprio, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) com o governo do Estado. A proposta conta, inclusive, com aval do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT).
“Nós temos uma empresa avalizada pelo CREA Mato Grosso que propõe pegar o projeto original do VLT e concluir todas as obras, com o dinheiro deles, por R$ 710 milhões. Nós, com uma dificuldade de dinheiro que estamos passando, e o governo quer jogar dinheiro pelo ralo, o que daria para construir hospitais e tirar nossa saúde desse caos”, apontou.
Viana afirmou que entregará o relatório do CREA-MT para o Ministério Público Estadual (MPE), em uma representação pela rescisão do contrato com o consórcio VLT. “O Estado inteligente, com gestor inteligente, ele deixa a empresa concluir a obra com dinheiro próprio e depois explorar. Agora, não podemos gastar dinheiro público para concluir o VLT e depois entregar para uma empresa privada administrar. Isso é um desrespeito com o dinheiro do contribuinte”, concluiu. (Com assessoria)

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