Da Redação
"Não podemos aceitar que o governo aumente impostos para sustentar seus gastos públicos crescentes. A proposta ocorre enquanto o mercado enfrenta a oscilação do dólar, a inflação sobe, e a desconfiança econômica se espalha. Além disso, o salário mínimo segue sem reajustes adequados, penalizando os trabalhadores", disparou o senador Wellington Fagundes (PL-MT) - ao criticar a proposta apresentada pelo governo federal de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
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Segundo o parlamentar, a medida, que integra o pacote de ajuste fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é insuficiente para solucionar os problemas financeiros do país e pode prejudicar a população ao aumentar impostos para sustentar os crescentes gastos públicos.
Após a reunião de líderes, com a presença do ministro, Fagundes reforçou que a oposição trabalhará para que a proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda não avance sem antes passar por um debate amplo e responsável. "Vamos promover um amplo debate com a sociedade, ouvindo os diversos setores para entender o impacto real dessa medida", afirmou.
O senador também relembrou o papel da oposição durante a pandemia, destacando o suporte dado aos estados e municípios."Durante a pandemia, sob o governo Bolsonaro, ajudamos estados e municípios com recursos essenciais. Agora, o que vemos é um governo que, dia após dia, demonstra incapacidade de cumprir o orçamento e de honrar suas promessas", criticou.
Para o senador, qualquer alteração no sistema tributário deve ser cuidadosamente analisada e ter como objetivo o benefício da população. "Nosso compromisso é garantir que qualquer mudança no sistema tributário seja realmente benéfica para a população, e não apenas mais um pretexto para aumentar impostos. Vamos analisar, discutir e votar com responsabilidade, sempre em favor do que for melhor para o povo e para o país", concluiu.
Ajuste fiscal
O pacote de medidas detalhado pelo ministro Fernando Haddad prevê cortes de R$ 30 bilhões no próximo ano e R$ 40 bilhões em 2026. No entanto, a oposição, liderada por Fagundes e outros parlamentares, segue firme em sua postura crítica, defendendo soluções que não penalizem ainda mais os trabalhadores e contribuam para a estabilidade econômica do país.
Com Assessoria

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