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06 Jun 2017 12:42

Tribunal de Justiça determina 'varredura' na prefeitura de Barra

Tribunal de Justiça determina 'varredura' na prefeitura de Barra

Tribunal de Justiça determinou 'varredura' na prefeitura de Barra do Garças em busca de "funcionários fantasmas". A Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo indeferiu o recurso proposto pelos advogados, que representam a gestão pública, e manteve a decisão monocrática que determinou investigação geral na administração pública.

O pedido liminar de busca e apreensão foi proposto pelo Ministério Público Estadual (MPE) que ingressou com uma medida cautelar de busca e apreensão de documentos públicos. O objetivo e a obtenção de dados para apurar a malversação de verbas públicas pelo Município de Barra do Garças. Na tutela da improbidade administrativa, a busca e apreensão de bens e documentos é utilizada pelo Ministério Público para garantir provas documentais e periciais, com a finalidade de instruir procedimento administrativo (cautelar preparatória) ou o processo judicial de improbidade administrativa (cautelar incidental).

O desembargador e relator do caso, José Zuquim Nogueira, considerou relevante o pedido do MPE e argumentou que a decisão foi fundamentada. “Verifico que agiu com acerto o magistrado a quo, ao concluir pelo cabimento da medida, diante da patente necessidade de resguardar as investigações do Ministério Público, a fim de garantir uma eventual e futura propositura de ação de improbidade. Ademais, os argumentos do agravante corroborados pela documentação acostada ao agravo, mostram-se insuficientes à demonstração, prima facie, para a suspensão integral do decisum agravado”, disse em seu voto.

O caso: No dia 03 de dezembro de 2015 o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público (MP), cumpriu o mandado mandados de busca e apreensão no gabinete do prefeito – à época Beto Farias - e em outros 18 órgãos da administração municipal de Barra do Garças. A operação foi batizada de “Caça-Fantasmas” e tinha como alvo supostos servidores fantasmas que estariam prejudicando os cofres públicos do município. (Com assessoria)

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