• Cuiabá, 19 de Outrubro - 00:00:00

Rejeição a Pedro Taques fragiliza aliados nas urnas e grupo amarga derrota


Rafael Costa - Especial

A histórica derrota à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB) provocada pela sua alta rejeição gerou um “efeito dominó” em seus principais aliados.

A maioria dos aliados e defensores do governo Taques fracassou nas urnas após defendê-lo veementemente nos últimos quatro anos.

Considerado pupilo de Taques, o ex-secretário de Estado de Planejamento e Educação, Marco Marrafon (PPS), somou 27.022 votos para deputado federal. A soma de votos é considerada fraca quando comparada com outros candidatos com menor estrutura de campanha.

A ex-Superintendente do Procon, Gisela Simona (PROS), recebeu 50.682 votos. O policial federal Rafael Ranalle (PSL) que grudou sua imagem a do presidenciável Jair Bolsonaro somou 33.523 votos.

Mesmo com o apoio de celebridades como o apresentador global Luciano Huck em defesa de renovação política, o projeto de Marrafon à Câmara dos Deputados não decolou. 

Vice-governador eleito em 2014, que rompeu com Taques após divergências políticas, o candidato ao Senado Carlos Fávaro (PSD) atingiu o terceiro lugar com 434.972 votos.

Por outro lado, o deputado federal Nilson Leitão, candidato ao Senado e aliado de Taques na disputa majoritária, somou 330.430 votos permanecendo bastante afastado da vitória, atingindo apenas o quinto lugar.

Conhecido na Assembleia Legislativa pela defesa veemente da gestão do governador Pedro Taques, o líder do governo no Parlamento, deputado estadual Wilson Santos somou 14.855 votos. A maior parte destes votos se deu em Cuiabá, onde exerceu mandato de prefeito por dois mandatos e atingiu 9.341 votos.

Dessa forma, o desempenho do parlamentar nos demais municípios foi muito abaixo do esperado. Em 2014, após permanecer quatro anos no ostracismo político depois de vivenciar uma derrota na disputa ao governo do Estado, Wilson Santos somou 20.562 votos.