• Cuiabá, 09 de Dezembro - 00:00:00

“O Governo é defensável, mas o governador teve muitas ações intempestivas”, avalia João Edison


Da Redação - FocoCidade

Ao avaliar resultados das últimas pesquisas de intenção de voto que colocam o governador Pedro Taques (PSDB) em posição de terceiro nas intenções de voto, o analista político, João Edison pontua esse resultado ao perfil do tucano como gestor, não sendo um fardo de “Governo” necessariamente.

“O Governo Pedro Taques é defensável, agora o governador, ele teve muitas ações intempestivas. Prova disso, se a gente pegar o grupo de 2010, que é o grupo que o conduziu ao Senado e ao Governo, esse grupo não está mais com ele. Quase todos estão lá com o Mauro, que é um dissidente também, alguns foram com o Wellington e daquele grupo sobrou exclusivamente ele.”

Considerou na avaliação outros fatores que levaram a essa condição, como a celeuma em torno do pagamento da RGA (Revisão Geral Anual), principalmente no exercício de 2016, além de outras ações a cargo do chefe do Executivo estadual que o afastaram de aliados.

“Muito se comentava durante o Governo que ele era melhor para os inimigos do que para aqueles que o ajudaram a eleger, para os amigos. Então ele foi criando um distanciamento, com funcionário público também na forma com que foi feita a RGA. O Governo deu a RGA mas primeiro magoou as pessoas”, assinalou

Pontuou ainda o entrave com prefeitos e empresários. “Teve muito conflito com os prefeitos, os prefeitos teve um momento que tinha todos para o lado dele, mas dizia uma coisa, o prefeito ía lá, replicava mas aquilo não acontecia. Teve conflito com a área empresarial, e esses conflitos não foram de ordem econômica, de ordem de construção, foram conflitos geralmente de ordem pessoal”.

Esse cenário foi agravado, na sua análise, em razão da prisão de secretários de Estado que recaiu sobre a figura do governador. “E se considerar que foi um Governo que teve secretários de Estado presos, e não foram poucos, ficou tudo isso sobrecarregado sobre a figura do governador, e não do Governo em si. O Governo é discutível, pode ser defensável, mas é uma questão muito de ordem pessoal, a meu ver.”