• Cuiabá, 19 de Outrubro - 00:00:00

"Muitos políticos passaram a pensar apenas em sua própria sobrevivência", dispara Sachetti


Da Redação - FocoCidade

A diminuição dos partidos políticos, dos ministérios e um novo formato de financiamento das campanhas eleitorais, entre outros temas, devem constar na reforma política que o candidato a senador pela coligação ‘A Força da União’, deputado federal Adilton Sachetti (PRB), promete propor no Senado, a partir de 2019, caso seja eleito.

Por conta do atual modelo, segundo Sachetti, muitos políticos “pararam de pensar na sobrevivência do país e passaram a pensar apenas em sua própria sobrevivência. Somente se pensa em meios de perpetuação no poder, não em sistemas políticos mais modernos e justos”.

Ele considera "a ampliação do debate como indispensável e inadiável, propondo até mesmo a realização de plebiscito quanto ao número máximo de partidos e de ministérios".  

O candidato a senador pelo PRB crê que o Estado ‘modelo paquiderme’ deve ser substituído por um ágil e leve. Sachetti ressalta que pontos polêmicos podem ser decididos em plebiscito, colocando um fim à protelação da reforma política.

“Entendo que precisa haver a reforma política, em caráter de urgência, porque estamos num ambiente político totalmente errado. Só no Brasil para ter 35 partidos. É essencial diminuir partidos, reduzir os ministérios e, viabilizar, enfim, uma grande reforma do Estado”, ponderou ele, ao abordar o tema em entrevistas a emissoras de rádio e TV, nos últimos dias.

Caso haja necessidade, considera o candidato, "poderá ocorrer até mesmo a convocação de um plebiscito nacional sobre o número de partidos, a cláusula de barreira partidária, a quantidade de ministérios, o formato de financiamento das campanhas e o sistema eleitoral brasileiro, entre outros, devem estar em discussão".

Segundo ele, "além de reduzir a quantidade de partidos, a reforma política atingiria ainda o sistema eleitoral: o atual sistema, o distrital e o misto (metade proporcional e metade distrital). A consulta ocorreria mediante autorização do Congresso Nacional, em 2019, antes do primeiro turno das eleições de 2020".

Na análsie de Sachetti, "caso nenhum dos sistemas propostos no plebiscito alcance a maioria absoluta dos votos válidos, uma segunda consulta seria realizada com as duas opções mais votadas. As normas teriam efeito vinculante para as próximas eleições de 2020 e as subsequentes".

 

Com Assessoria