• Cuiabá, 19 de Dezembro - 00:00:00

"Não existe hoje nenhum fornecedor em dia no Estado e restos a pagar vão chegar a R$ 4 bi", dispara Mendes


Da Redação - FocoCidade

Em reunião com membros da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), o candidato a governador, Mauro Mendes (DEM), voltou a criticar a performance das contas públicas sob o governador Pedro Taques (PSDB), pontuando dívidas com fornecedores e restos a pagar, que segundo ele, devem chegar a R$ 4 bilhões ao findar do mandato do tucano. O Executivo estadual rebate os números considerados pelo democrata. 

No encontro, Mendes também afirmou que irá pacificar a relação do Estado com os Poderes e órgãos constituídos, caso eleito. Além da Amam, também participaram da reunião representantes do Sindicato dos Oficiais de Justiça/Avaliadores do Estado de Mato Grosso (Sindojus-MT), Sindicato dos Analistas Judiciários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinaj) e Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat).

O presidente da Amam, juiz José Arimatéa, relatou que o Poder Judiciário tem sofrido muitas dificuldades para prestar um serviço de qualidade ao cidadão nos últimos anos. Um dos fatores desse problema é o atraso nos repasses do duodécimo que a atual gestão Pedro Taques (PSDB) deveria pagar não só ao Judiciário, como ao Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e ao Ministério Público.

"O passivo está chegando a R$ 1 bilhão só com os Poderes. O Judiciário presta muitos serviços e como o Estado cresce, a demanda do Judiciário também cresce. Os problemas vem se agravando, pois há atrasos constantes de repasses que impedem o regular funcionamento da Justiça", disse o magistrado.

Mauro relatou que o problema citado por Arimatéa não é exclusivo do Judiciário mato-grossense, uma vez que o caos na administração pública do Estado atinge todas as áreas.

"Não existe hoje nenhum fornecedor em dia no Estado. Os fornecedores estão vendendo mais caro porque o Estado paga mal. Os restos a pagar de 2017 foram de 2,8 bilhões e a perspectiva é que vamos chegar ao final do ano em R$ 4 bilhões. Ou fazemos uma inversão completa ou o Estado quebra. Alguns fornecedores estão parando de fornecer, viaturas sendo recolhidas, hospital parando de prestar serviços. A previdência este ano vai dar um déficit de R$ 1 bilhão. A nota do Estado foi rebaixada para a categoria C e não pega mais financiamento", exemplificou.

De acordo com Mauro, para colocar o Estado no eixo será preciso um esforço comum não só do Executivo, mas de todos os Poderes e servidores, construiído na base do diálogo. "Não dá pra viver em um Estado em que há atritos entre os Poderes. Vamos pacificar nossas relações. Os números do Estado tem que ser desnudados para entendermos a dimensão do problema e criarmos juntos as soluções", destacou. 

"Eu vou enxugar o Executivo em tudo aquilo que for possível enxugar. Vamos cortar cargos comissionados e não vou ficar andando de jatinho pra baixo pra cima. Vou dialogar com os Poderes, pedir pra nos ajudarem. Vamos combater mais a sonegação, criar um ambiente que favoreça o crescimento da economia, para que o Estado cresça mais do que cresce a inflação".

Mauro assegurou que manterá um diálogo transparente com o Judiciário, sem mentiras ou falsas promessas.

"O nome do jogo é fazer mais com menos. O Judiciário presta um serviço essencial e real ao cidadão. Por isso vamos usar de criatividade, de boa vontade e de união de esforços para que este serviço possa ser prestado com qualidade e eficiência", propôs.

 

Com Assessoria