• Cuiabá, 20 de Outrubro - 00:00:00

"Demandas como carga tributária não dependem exclusivamente do Executivo", alerta senador


Da Redação - FocoCidade

Durante encontro da Indústria com candidatos ao governo, realizado na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), nesta segunda-feira (17), Wellington Fagundes (PR) alertou sobre o cenário de debates em torno de temas como "carga tributária", que não depende exclusivamente do Executivo.  

Ao responder questionamentos dos empresários da indústria, Wellington disse que não iria aproveitar o encontro para fazer promessas que ele, enquanto governador, não pudesse cumprir. “As grandes demandas do setor, como redução da carga tributária, não dependem exclusivamente do Poder Executivo, ou seja, da vontade do governador. Tudo passa por um processo que envolve projeto de lei. Não tem solução mágica. Me comprometo a discutir tudo que for importante para gerar emprego e renda”.

Ele pontuou a necessidade de diálogo entre Estado e setor produtivo, e, mais uma vez, afirmou que em seu governo haverá um canal aberto e permanente sobre temas relevantes ao desenvolvimento local.

Wellington disse que, assim como os servidores públicos terão um fórum permanente de discussões junto ao governador, a mesma abertura será proposta ao setor produtivo, trazendo a indústria, o comércio e a agropecuária para o enfrentamento conjunto de problemas e busca de soluções. “Ninguém faz nada sozinho e na minha vida inteira sempre estive pronto para ouvir e deliberar saídas em conjunto, em parceria. Uma comissão, um fórum tripartite, é a melhor opção dentro de um governo conciliador, que é o que proponho”.

O republicano citou que estarão em pauta temas importantes, como revisão fiscal e aprimoramento dos gastos, “até porque esses temas são de interesse geral, de quem produz, de quem trabalha e dos Poderes”. E completou: “o Estado, além de garantir segurança jurídica para quem quer empreender, tem de ser um facilitador, desburocratizando os processos”, destacou o candidato, que garantiu trabalhar firme no combate à evasão e sonegação fiscal. “Porque esse dinheiro, quando falta, prejudica o atendimento da população”, exemplificou.

O presidente da Fiemt, Jandir Milan, entregou a Carta da Indústria Mato-Grossense, que traz como fatores-chave para alavancagem do setor industrial: educação, financiamento, tributação, política industrial, de inovação e de comércio exterior. O dirigente avaliou como positiva a fala de Wellington.

“A iniciativa de abrir um canal de discussões permanente é válida e importante para o setor industrial. A indústria de Mato Grosso quer crescer. Mais do que isso, quer ser o vetor de desenvolvimento econômico e social deste Estado”.