• Cuiabá, 16 de Novembro - 00:00:00

Fico deve sair do papel em 2019, depois de 10 anos sem evolução


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Da Redação - FocoCidade

Depois de 10 anos de espera para a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), finalmente a obra deve ter início em 2019, com recursos da ordem de R$ 4 bilhões.

A confirmação ocorreu durante reunião articulada pelo pré-candidato ao Senado federal, Carlos Fávaro (PSD), com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi, e o senador Wellington Fagundes, na noite desta quarta-feira (4), em Brasília. A obra prevê a construção de 383 quilômetros entre Água Boa e a cidade de Campinorte (GO).

“É uma grande vitória para o nosso estado. Na reunião, o ministro Padilha nos garantiu e reafirmou o compromisso do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) da Vale do Rio Doce para a construção desse primeiro trecho da Fico. Depois de uma década, essa obra, tão sonhada para o nosso estado desde 2009, quando o ministro Blairo ainda era governador e o Luiz Antônio Pagot estava na chefia do DNIT, finalmente sairá do papel. Vou acompanhar de perto todos os trâmites que ainda faltam, pois essa obra representa desenvolvimento e muitas oportunidades para Mato Grosso”, destacou Fávaro.

O ministro Blairo Maggi lembra que, na época, as forças políticas do estado discutiam de que forma a ferrovia poderia chegar em Mato Grosso e, dessa forma, nasceu a Fico. “Esse sonho ficou adormecido porque nunca houve recursos e não havia um projeto para ser executado financeiramente. Hoje, temos licença ambiental, recursos e autorização do Tribunal de Contas da União (TCU), ou seja, faltam somente os trâmites finais para iniciar as obras. Estou extremamente feliz”. 

Para o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, que também participou da reunião, a Fico possibilitará maior infraestrutura para o estado escoar sua safra, que é a maior do país. “A construção da ferrovia será possível com a prorrogação do contrato com a Vale do Rio Doce que, em troca, terá as concessões das linhas férreas Carajás - no Pará e no Maranhão - e Vitória-Minas - Minas Gerais e Espírito Santo”, explicou.

De acordo com informações do governo federal, o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental e o Projeto Básico, contemplando o segmento Água Boa (MT) a Campinorte (GO), foram contratados pela Valec e finalizados em 2010. O trecho também conta com licença prévia 493/2014, cuja prorrogação foi requerida ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). (Com assessoria)