• Cuiabá, 14 de Dezembro - 00:00:00

Somos todos caminhoneiros!


Sonia Fiori

O movimento caminhoneiros acordou novamente o gigante adormecido Brasil, e a causa agora vai além das fronteiras do reajuste dos combustíveis na esteira da antissocial gestão da Petrobras validada pelo presidente Michel Temer.   

Diante da amplitude da paralisação que ganha apoio da maioria absoluta da população e de todos os arrasados pela política nefasta da alta carga tributária em atendimento aos interesses de um seleto grupo, cabe leitura dos apontamentos feitos pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) que com maestria explica esse engodo na nota sobre “a política de preços da Petrobras”.

Nessa discussão, o Governo Temer tenta encontrar “culpados”, a título da Polícia Federal concentrada agora nas investigações em 48 inquéritos (25 estados) para saber se houve apoio de empresas de transporte à paralisação.

No Planalto, a equipe de blindagem como o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann guarda informações sobre prisões, avisando que “o apoio criminoso de proprietários de empresas transportadores” vai ter conseqüências.

Pois bem. É fato ainda que muitos brasileiros se sentem prejudicados, como os que pertencem à restrita camada de abastados e beneficiados na era Temer e aqueles que nunca na vida souberam o significado de ter que fazer uso do SUS, ou de contar moedas para pagar a conta de luz (em MT uma das mais caras do país) e isso sem citar os absurdos da seara tributária neste perverso sistema.

Os debates provocados pelo movimento caminhoneiros reacendem a necessária revisão do custo da máquina pública, e talvez o mais importante, o dilema sobre a postura dos que dizem representar o povo brasileiro, com holofotes especiais nesse momento sobre o Congresso Nacional.

Ao invés de validar projetos ao apagar das luzes de autoria do Governo Temer, como o que prevê incentivos às petrolíferas, deputados federais e senadores deveriam se ater ao caráter de justiça social, observado em poucos...

Em resumo, o nosso desempenho como eleitores está à prova. Somos os principais responsáveis por essa baderna instalada no centro do Poder. Que nas Eleições 2018 o exercício do voto se oponha aos cegos à Constituição.

Somos todos caminhoneiros! Avante Brasil!