• Cuiabá, 17 de Julho - 00:00:00

Fundão do governo prejudica setor produtivo, afirma empresário


Da Redação - FocoCidade

O Fundo de Estabilização Fiscal, em tramitação na Assembleia Legislativa e que deve destinar rescursos à Saúde do Estado, continua sendo alvo de críticas. 

Desta vez, a proposta de criação Fundão é foco de descontentamentos a cargo do empresário Kennedy Sales, pré-candidato à presidência da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Segundo ele, a proposta vai prejudicar ainda mais o setor produtivo. O empresário destaca que Mato Grosso já possui muitos fundos criados ao longo dos anos e que todos possuem uma coisa em comum, não possuem uma destinação muito concreta, o que pode se repetir se o FEF for aprovado. “Na nossa visão isso provavelmente se repetira com este fundo”.

Kennedy pontua que a carga tributária da indústria já é muito alta e gira em torno de 43%. Isso significa que de toda riqueza que o setor produz sobra pouco mais da metade para os custos de produção, pagamento de salários e benefícios aos colaboradores, investimentos em novas tecnologias e ampliação dos negócios, o que geraria mais empregos.

Mesmo com uma carga tributária tão alta, o retorno recebido pelo setor deixa muito a desejar. “Temos a energia mais cara do país, combustível com valor muito elevado e uma logística bem ruim”, enumera.

Para o empresário, o Estado, ao invés de propor a criação de um novo fundo, deveria fazer a “lição de casa” em relação às contas públicas. “É preciso enxugar a máquina, sob pena de, cada vez que houver um buraco nas contas se crie um imposto disfarçado para tapá-lo”.

O FEF foi elaborado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) e implica na taxação de benefícios a empreendimentos contemplados por programas de desenvolvimento e isenção fiscal para tentar arrecadar pelo menos R$ 500 milhões até o final do ano para gerar equilíbrio fiscal. (Com assessoria)  




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