• Cuiabá, 14 de Dezembro - 00:00:00

Na defesa de juíza, Amam emite nota de repúdio contra 'ataques mentirosos'


 - Foto: Presidente da Amam, José Arimatéa Neves Costa
Da Redação - FocoCidade

A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) emitiu nota de repúdio no cenário da repercussão gerada em torno de posts na rede social a cargo da juíza Anna Paula Gomes Freitas, da Comarca de Tangará da Serra.

Em trecho da nota, a Amam pontua que "destaca-se que os potenciais excessos, com conotação de injúria e/ou difamação, serão passiveis de averiguação e reclamação perante os canais constitucionais e legais colocados à disposição de qualquer cidadão da República".

Em tempo, as "pontuações" da magistrada, que em um dos posts ironizou atuação de um advogado, levou a OAB Seccional de Mato Grosso a representá-la junto à Corregedoria do Tribunal de Justiça e ainda no Conselho Nacional de Justiça.

A juíza também divulgou nota nesta segunda-feira (16) em que se retrata pelo ocorrido, assinalando não ter em seus posts a intenção de denotar desrespeito.   

Confira a Nota de Repúdio da Amam na íntegra:

"A AMAM — Associação Mato-grossense de Magistrados — entidade classista dos juízes e desembargadores do Estado de Mato Grosso, nos estritos limites da livre manifestação de pensamento e no exercício do seu mister sócio-político e associativo, tendo em vista a injustificável proliferação de notícias mentirosas e tendenciosas  a envolver o nome da magistrada Anna Paula Gomes Freitas, da Comarca de Tangará da Serra , vem a público apresentar Nota de Repúdio nos seguintes termos:

1. A magistrada já se explicou e se retratou sobre o incidente matriz de toda a celeuma envolvendo sua pessoa, para tanto se utilizando dos meios de comunicação donde foram extraídas as informações primeiras, no caso, as redes sociais de uso geral.

2. A má-fé ou os interesses “não republicanos”, universalizados através de recorrentes publicações em sites de notícias de fotos e postagens antigas da magistrada em redes sociais, não estão colaborando para a prevalência da verdade e muito menos fazendo justiça à grandeza de caráter e humildade da magistrada ao reconhecer seu erro.

3. Destaca-se que os potenciais excessos, com conotação de injúria e/ou difamação, serão passiveis de averiguação e reclamação perante os canais constitucionais e legais colocados à disposição de qualquer cidadão da República.

4. A AMAM - Associação Mato-grossense de Magistrados enaltece a fortaleza de caráter da magistrada e sua coragem e humildade e ao mesmo tempo se solidariza a ela contra esses ataques mentirosos e contra a proliferação irresponsável de fake news usando seu nome."

 

Cuiabá (MT), 16 de abril de 2018

José Arimatéa Neves Costa

Presidente da AMAM