• Cuiabá, 19 de Julho - 00:00:00

Brigadeiro: 'quem sabe faz a hora, não espera acontecer'


Sonia Fiori

Conheci Eduardo Gomes, o Brigadeiro, na redação do Diário de Cuiabá no período das Eleições 2006, quando dei início à cobertura na área política de forma mais precisa, sob editoria de Noelma de Oliveira e direção-executiva de Alselmo Carvalho.

Faço questão de lembrar os profissionais, não apenas pela oportunidade, mas porque são referências que guardo no coração, leia-se Juliana Scárdua, assim como na passagem para A Gazeta, ao lado de Marcos Lemos (amigo/irmão), Téo Meneses, Gláucio Nogueira, Laura Nabuco, Sissy Cambuim, Rafael Costa, Vinícius Bruno, Andreia Fontes, Daniel Pettengill, Mauro Camargo, Michely Figueiredo e Margareth Botelho, entre tantos outros como os mestres Onofre Ribeiro e Álvaro Marinho (ex-professores) e Edivaldo Ribeiro (meu primeiro diretor). 

As citações não são pra falar de mim, sendo necessárias para compor o enredo na área de comunicação que envolve mais que o profissionalismo, ficando a marca da amizade e uma mistura de admiração profunda, reverência e respeito. É assim com Brigadeiro.

Eduardo Gomes sempre foi um braço do Diário de Cuiabá, e por que não, da comunicação crítica de Mato Grosso. Ora amado, ora odiado pela análise perspicaz das figuras políticas do Estado.

Conhece como poucos os rincões de Mato Grosso, e a história desse Estado nas formações dos municípios em detalhes. É escritor por dom.

Brigadeiro sabe como ninguém que na comunicação, fazer apontamentos custa caro! Comum os detentores do Poder se sentirem “ofendidos”, na clareza de sua incapacidade de leitura dos fatos.

Sempre incomodou com suas posições. E por vezes, foi “repelido”. Carregou nas décadas de jornalismo a força que move nós da imprensa: a paixão pela informação.

Na redação do Diário de Cuiabá, caminhava, caminha e não mais caminhará Eduardo Gomes, o Brigadeiro.

Ele se despede da área, em seu último artigo “De adeus”. “Caminhei pela contramão da regra da bajulação. Naveguei em águas revoltas. Respeitei todas as formas de expressão. Fui o mais discreto possível. Admito fracassos, mas sou insistente; se tivesse que percorrer o mesmo caminho o faria com serenidade porque sempre creio que é possível reverter situação e também por não temer derrota”, cita em trecho.

Abreviou a despedida em outros textos, mas um sentimento de esperança me fez apostar numa remota mudança de planos. Ao ler a “despedida final” do amigo Eduardo Gomes, a tristeza se torna imperativa. Todos perdem e mais ainda os que por muitas vezes estiveram na linha de análise.

Resta ressaltar que compreendo Eduardo Gomes, porque pode não valer a pena lutar contra “topeiras” de ignorância e incompetência!!!

Meus mais sinceros cumprimentos Brigadeiro amigo, e avante com vida em Deus! “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer (Pra não dizer que não falei das flores)"...




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