• Cuiabá, 21 de Fevereiro - 00:00:00

Emanuel diz que 'é dever do Estado zelar pela segurança pública'


Da Redação - FocoCidade

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) acentuou entendimento de que é dever do Estado zelar pela segurança pública. Em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (14), Pinheiro assinalou que  o Estado "deve elaborar e colocar em prática todo um procedimento de deslocamento de reeducandos até as unidades de saúde, visando expor o mínimo possível o restante da sociedade que também depende da saúde pública".

O prefeito disse que dentro da competência do Município, a Prefeitura fez e continua fazendo tudo o que é necessário para garantir a total recuperação das cinco pessoas vitimadas durante o incidente ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morado do Ouro.

Por volta das 17h dessa terça-feira (13), a unidade de saúde foi alvo de uma possível tentativa de resgate de um reeducando, resultando em uma troca de tiros entre a Polícia Militar e os autores da ação.

Em sua fala, o prefeito destacou que ao Município cabe garantir a realização de todo procedimento clínico para aqueles que procuram as unidades de saúde de Cuiabá, fato esse que, segundo o gestor, foi reforçado durante o carnaval, por ser um período em que o número de ocorrências médicas tende aumentar.

“Iniciamos e continuamos atuando com todo empenho preciso para conseguir fechar esse processo com sucesso. O pronto atendimento do agente penitenciário, da mãe e da enfermeira foi feito e todos estão em um bom estado de recuperação. Agora estamos com todas nossas atenções voltadas para salvar a vida do bebê e da paciente Dayana, que ainda se encontram no Pronto Socorro. Planejamos toda atuação da nossa equipe de saúde para que houvesse um sistema de atendimento, do Pronto Socorro a atenção básica, preparado e equipado para atender bem e com presteza. Infelizmente aconteceu essa tragédia anunciada, que será investigada. O que é de responsabilidade do Município é salvar a vida de todos os pacientes, como foi e continua sendo feito”, argumentou Emanuel.

Conforme explicou a secretária municipal de Saúde, Elizeth Araújo, o detendo já havia, no último dia 17 de janeiro, dado entrada na UPA alegando sintomas parecidos como falta de ar e dores lombares. Na ocasião, o atendimento foi feito seguindo toda orientação para esse tipo de situação, onde a assistência deve ser prestada da forma mais ágil possível, encaminhando o reeducando para a classificação de risco, e evitando um contato prolongado com os demais cidadãos que estão no local. Ela ressalta, porém, que desta vez não houve tempo para que essa triagem fosse executada, já que atuação dos bandidos foi rápida.

“Se foi algo planejado é o serviço de inteligência da Polícia Civil que vai definir. O que temos é uma coincidência do mesmo diagnóstico da última última vez que o reeducando esteve na unidade. Dessa vez não deu tempo de fazer a triagem, pois quando o processo de classificação foi iniciado já houve a abordagem e rendição das profissionais. Felizmente, das cinco vitimas, três já estão em uma situação mais tranquila e agora estamos focados nos dois casos considerados mais graves, que é o da criança, de seis meses, e da senhora Dayana, de 33 anos. Ambos já estão em situação estável e acreditamos que logo estarão fora de risco”, enfatizou a secretária.

De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública e coronel da reserva da Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT), Leovaldo Sales, existe um manual de procedimento operacional padrão do sistema penitenciário para deslocamento de reeducando, que está em vigor desde 2014. Segundo Sales o documento prescreve como deve ser a atuação da polícia nesse tipo de situação.

“Existe diversos procedimentos para se seguir nesse tipo de situação e, aparentemente, isso não foi colocado em prática. Todo deslocamento deve ser acompanhado de uma escolta. Essa escolta precisa se deslocar até a unidade e verificar as condições de segurança, isso não foi feito. Também não se deve permitir contatos ou aproximação de pessoas junto ao recuperando. Além disso, as escoltas devem ser realizadas com, no mínimo, três agentes para cada recuperando”, pontuou Sales.

Confira o quadro clinico das cinco vítimas:

Agente prisional Dirley de Pinho Pedro, de 34 anos: fora de risco, sem indicações cirúrgicas, em condições de receber alta médica;

Enfermeira Rosemeire Sousa da Silva, de 51 anos: recebeu alta médica;

Dayane da Silva Romão, 33 anos: foi feita uma cirurgia de emergência e, nesse momento, apresenta uma boa evolução no quadro clínico. Em breve deve receber alta da UTI e continuar a recuperação.

Estefani Camargo Santos, 22 anos: recebeu alta médica;

O bebê V.H.C.M, seis meses: apresentou melhoras no quadro clinico. Se encontra em processo de estabilização para dar andamento ao procedimento cirúrgico de retirada do projetil alojado nas costas. (Com assessoria)

 




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