• Cuiabá, 17 de Dezembro - 00:00:00

Éder Moraes teria recebido R$ 6 mi para mudar versão sobre esquema no TCE


Da Redação - FocoCidade

Na noite desta sexta-feira (11), o jornal nacional da Rede Globo destacou trechos da colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) junto à Procuradoria Geral da República (PGR). O peemedebista coloca o ministro da Agricultura, Blairo Maggi na seara da corrupção, segundo a reportagem.

O jornal nacional destacou que Silval e Maggi teriam repassado R$ 6 milhões ao ex-secretário de Estado, Éder Moraes, para mudar as declarações acerca de compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), crime sob investigação que levou ao afastamento do conselheiro Sérgio Ricardo e que a Corte de Contas tenta reverter.

Acordo de colaboração premiada foi selado no Supremo Tribunal Federal (STF), junto ao ministro Luiz Fux.

Silval teria relatado na colaboração premiada as nuances das tratativas com Éder Moraes para que alterasse seu depoimento no Ministério Público Estadual (MPE). A intenção seria livrar Maggi da acusação. O ex-secretário teria exigido R$ 12 milhões para mudar a versão e assim também isentar Silval Barbosa.

Teria sido fechado acordo com 50% do valor proposto por Éder.

O peemedebista também teria citado os nomes do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) e do senador Wellington Fagundes (PR) na esteira de beneficiados. Bezerra teria recebido R$ 4 milhões para respaldar campanha na corrida ao comando de Cuiabá. O republicano teria recebido doação ilegal de construtoras. Ambos negam.

Assessoria do senador Wellington Fagundes assinala que todas as doações de campanha foram legais, seguindo o rito da legislação, sendo prestadas contas à Justiça eleitoral.  

Maggi, em nota, nega com veemência sua participação em atos ilícitos, asseverando que “nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar  qualquer  ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade. Qualquer afirmação contrária a isso é mentirosa, leviana e criminosa”.

Confira a nota na íntegra:


“Deixo claro, desde já, que causa estranheza e indignação que acordos de colaboração unilaterais, coloquem em dúvida a credibilidade e a imagem de figuras públicas que tenham exercido com retidão, cargos na administração pública. Mesmo assim, diante dos questionamentos, vimos a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar  qualquer  ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade. Qualquer afirmação contrária a isso é mentirosa, leviana e criminosa.

2. Também não houve pagamentos feitos ou autorizados por mim,  ao então secretário Eder Moraes, para acobertar qualquer ato. Por não ter ocorrido isto, Silva Barbosa mentiu ao afirmar que fiz tais pagamentos em dinheiro ao Eder Moraes.

3. Jamais utilizei de meios ilícitos na minha vida pública ou nas minhas empresas.
Sempre respeitei o papel constitucional das Instituições e como governador, pautei a relação harmônica entre os poderes sobre os pilares do respeito à coisa pública e à ética institucional.

6. Por fim, entendo ser lamentável os ataques a minha reputação, mas estou com a consciência tranquila quanto às minhas ações e assim que tiver acesso ao teor da possível delação, usarei de todos os meios legais necessários para me defender, pois definitivamente acredito na Justiça. O momento exige serenidade e responsabilidade.”

Blairo Maggi




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