• Cuiabá, 24 de Novembro - 00:00:00

Carlos Avalone se prepara para enfrentar Reforma Tributária 'com diplomacia'


Vinícius Bruno – Especial para o FocoCidade

O empresário e suplente de deputado estadual, Carlos Avalone assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec/MT), pasta a qual já comandou por cinco anos durante o governo Dante de Oliveira, focado em avanços. Considerada uma pasta estratégica, a Sedec tem grandes desafios pela frente, entre os quais a conclusão da reforma tributária, cuja primeira fase ainda nem saiu do papel.

Em um Estado carente de indústrias e dominado pelo agronegócio, Carlos Avalone, que tem empresas no setor energético, já foi peça chave de diversas articulações entre empresários e governo, seja como membro do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia/MT), seja como presidente do diretório municipal do PSDB, ou como deputado estadual.

Muito próximo do governo Pedro Taques (PSDB), Carlos Avalone agora terá que usar da diplomacia para elencar junto aos colegas empresários as melhores diretrizes para a reforma tributária, cuja fase mais crítica ainda está por vir, quando serão tratados os ajustes nas leis setoriais.

Assuntos que estiveram sobre a mesa do ex-secretário Ricardo Tomczyk, que também é empresário e produtor rural, ainda deverão passar pelo crivo de Avalone, como é o caso da concessão de incentivos fiscais.

Avalone diz que neste primeiro momento promoverá uma política de conscientização entre os empresários dos setores produtivos, mas que trabalhará para que o tema reforma tributária saia do papel ainda neste segundo semestre. Com essa perspectiva, o novo secretário revela que a diplomacia será sua principal forma de agir enquanto estiver no comando da pasta.

“A reforma é fundamental para melhorar o ambiente de negócios do Estado. Acredito que ela traz avanços importantes, não só na tributação como na redução de multas, de penalidades. Isso vem causando um problema grave ao setor produtivo do Estado, principalmente ao comércio e a indústria. Tenho certeza que a reforma vai trazer avanços importantes”, defende Avalone.

Por outro lado, não só de reforma tributária vive a Sedec. A pasta também tem uma missão no mínimo hercúlea pela frente, tal como contornar os problemas logísticos – que encarecem a produção em Mato Grosso, a busca por soluções energéticas como o acesso ao gasoduto no Distrito Industrial de Cuiabá, e a iniciativa em confecção de leis que não ampliem a insegurança jurídica, assim como aconteceu a Lei 9.481/2010, que criou o Fundo de Desenvolvimento Social de Mato Grosso (Funeds), que levou a uma reconstrução de débito em torno de R$ 1 bilhão.




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